segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Asas e Raízes

“Bendito aquele que consegue dar aos seus filhos asas e raízes”, diz um provérbio.

Precisamos das raízes: existe um lugar no mundo onde nascemos, aprendemos uma língua, descobrimos como nossos antepassados superavam seus problemas. Em um dado momento, passamos a ser responsáveis por este lugar.

Precisamos das asas. Elas nos mostram os horizontes sem fim da imaginação, nos levam até nossos sonhos, nos conduzem a lugares distantes. São as asas que nos permitem conhecer as raízes de nossos semelhantes, e aprender com eles.
Bendito quem tem asas e raízes; e pobre de quem tem apenas um dos dois.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Viajando de maneira diferente – V

Não tente ver o mundo em um mês. Mais vale ficar numa cidade quatro a cinco dias, que visitar cinco cidades em uma semana. Uma cidade é uma mulher caprichosa, precisa de tempo para ser seduzida e mostrar-se completamente.

Uma viagem é uma aventura. Henry Miller dizia que é muito mais importante descobrir uma igreja que ninguém ouviu falar do que ir a Roma e sentir-se obrigado a visitar a Capela Sistina, com duzentos mil turistas gritando nos seus ouvidos.
Vá à capela Sistina, mas deixe-se perder pelas ruas, andar pelos becos, sentir a liberdade de estar procurando algo que não sabe o que é, mas que – com toda certeza – irá encontrar e mudará a sua vida.

Sobe para 847 o número de mortes na região serrana do Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro registrou neste sábado mais três mortes devido às chuvas deste mês na cidade de Nova Friburgo (RJ). Com isso, subiu de 844 para 847 o número de óbitos na região serrana do Estado.

Nova Friburgo é o município com o maior número de mortos --411. Teresópolis vem em seguida, com 343. Registraram óbitos ainda Petrópolis (67), Sumidouro (21), São José do Vale do Rio Preto (4) e Bom Jardim (1).

Ao menos 15 municípios foram atingidos pelas chuvas na região. A Defesa Civil contabiliza 20.790 desalojados e 8.764 desabrigados.

DESTRUIÇÃO
Em Teresópolis, mesmo com a destruição, moradores têm dificuldade em deixar o bairro de Campo Grande. Ali, sobraram apenas poucas casas em ruínas e as demais condenadas pela Defesa Civil.

As casas que ainda estão em pé dão passagem fácil ao visitante, pois já não há portas e as paredes desabaram. No interior, vestígios dos últimos momentos de aflição e sofrimento de famílias que tentaram se salvar ou que saíram às pressas, deixando tudo para trás.

DOAÇÕES
Neste fim de semana, organizações de ajuda humanitária encerram o recebimento de doações para os desabrigados da região serrana do Rio de Janeiro afetados pelas chuvas.

A Cruz Vermelha se prepara para começar a segunda fase da campanha que aceitará doações em dinheiro e a Viva Rio cadastra instituições fluminenses que quiserem receber roupas doadas.

Viajando de maneira diferente – IV

Entenda que todo mundo lhe entende. Mesmo que não fale a língua, não tenha medo. Já estive em muitos lugares onde não havia maneira de me comunicar através de palavras, e terminei sempre encontrando apoio, orientação, sugestões importantes, e até mesmo namoradas. Algumas pessoas acham que, se viajarem sozinhas, vão sair na rua e se perder para sempre. Basta ter o cartão do hotel no bolso e – numa situação extrema – tomar um táxi e mostrá-lo ao motorista.

Não compre muito. Gaste seu dinheiro com coisas que não vai precisar carregar: boas peças de teatro, restaurantes, passeios. Hoje em dia, com o mercado global e a internet, você pode ter tudo sem precisar pagar excesso de peso.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Viajando de maneira diferente – III

Procure viajar sozinho, ou – ser for casado – com seu cônjuge. Vai dar mais trabalho, ninguém vai estar cuidando de você(s), mas só desta maneira poderá realmente sair do seu país. As viagens em grupo são uma maneira disfarçada de estar numa terra estrangeira, mas falando a sua língua natal, obedecendo ao que manda o chefe do rebanho, preocupando-se mais com as fofocas do grupo do que com o lugar que se está visitando.

Não compare. Não compare nada – nem preços, nem limpeza, nem qualidade de vida, nem meio de transportes, nada! Você não está viajando para provar que vive melhor que os outros – sua procura, na verdade, é saber como os outros vivem, o que podem ensinar, como se enfrentam com a realidade e com o extraordinário da vida.