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terça-feira, 13 de setembro de 2011

O dia do R$ 1 trilhão

Leandro Resende Hoje amanheceu tranquilo, tirando o calor sufocante e o travado trânsito de sempre. Fora estes incômodos corriqueiros, quase ninguém percebeu nada diferente. Mas tem uma festinha, que a maioria dos mortais não foi convidada. Festinha nada, festona. O setor público brasileiro hoje solta foguetes (silenciosos) e estoura champanhe Moët & Chandon nos palácios e paços, abraçam-se e cochicham nos ouvidos: "Conseguimossssss!! Batemos a meta".

Um liga para o outro. "Já viu a notícia, presidenta? Parabéns." "Parabéns, prefeito". "Parabéns, governador".

Mas como o diabo mora nos detalhes, sabe o que deve acontecer até o fim deste fatídico dia? Nenhum agente público vai ligar para o contribuinte para parabenizá-lo pelo superesforço fiscal. O setor público brasileiro, somando governos federal, estaduais e municipais, vai contabilizar o trilionésimo real tirado do suor do trabalhador e empresário brasileiro.

Então, hoje, se comemora às escondidas (discretamente) o dia do R$ 1 trilhão arrecadado em tributos no País. Esse é o motivo da festa do setor público, que, em Goiás, já arrecadou mais de R$ 520 milhões neste ano - segundo o Impostômetro - que adota a metodologia em tempo real do imposto pago no País.

O problema é a impressão cada vez maior que o brasileiro tem de que pagou e não levou. Isso é o que amarga a relação. Comprar algo ruim achando que é bom, ter acesso ao produto, e depois se arrepender é muito diferente de pagar e o produto nunca chegar. Esse principal cliente dos governos, esse sujeito que paga a conta, não está satisfeito.

A leitura que o gestor público faz dessa situação é que dá para tirar sempre uma lasquinha do contribuinte, ano a ano, sem se sentir culpado. O ideal é que esse crescimento da arrecadação acompanhasse o do setor privado. Não é o que acontece. Enquanto a economia cresce a uma média de 5% ao ano, a expansão dos tributos é o dobro. Em alguns anos, o triplo. Nada impede que seja maior, mas não é justo o empresário e o trabalhador fazerem todo o esforço para crescer o País e entregarem mais de um terço de todo esforço aos governantes para produzirem programas e projetos de efeitos pífios e bisonhos, quando não comprovadamente corruptos.

Não condeno o crescimento maior da arrecadação do que da economia. O que falta é uma forma de equilibrar esta relação. Poderia, por exemplo, a gula "extra" ser devolvida no ano seguinte à sociedade em forma de desoneração tributária. Já aliviaria a injustiça tributária. Fico com a questão: "Qual o poder de reação da sociedade?"

Pode-se dizer que os fantasmas da Inconfidência Mineira, de 1789, ainda assombram os contribuintes nativos. Desde a grande revolta "tributária", nada de tão relevante foi feito para protestar. Cabeças e membros pregados no alto de postes ainda vivem em nossas memórias. O castigo de Tiradentes já atravessou dois séculos, assim como as injustiças tributárias

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Maguito: candidato do PMDB será conhecido em janeiro

O PMDB transfere para janeiro a definição de candidatura ao governo de Goiás. Segundo o prefeito Maguito Vilela (Aparecida), que ontem visitou Iris Rezende no hospital acompanhado de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, em dezembro é complicado uma decisão desta por conta das festas de fim de ano.
“Dezembro servirá para amadurecermos a decisão, que será tomada em janeiro de forma conjunta com todo o partido, principalmente entre Iris e Henrique Meirelles, que deve passar uma semana em Goiânia neste final de mês”, diz Maguito. Que enfatiza: “O prefeito Iris parece que ficou até mais animado com uma candidatura ao governo depois da cirurgia. Diz estar novo em folha”.
O peemedebista defende que seu partido avance rápido no início de 2010 nas alianças para a sucessão estadual, aproveitando o que chama de fragilidade numa candidatura do senador Marconi Perillo. “O governo Arruda era a última tábua de salvação do PSDB em Goiás”, diz Maguito.
Operação Celg

domingo, 27 de setembro de 2009

Meirelles é exceção

A possível candidatura de Henrique Meirelles ao governo goiano, sonhada por uns, coloca em questão a presença de Goiás no cenário nacional. O presidente do Banco Central é, sem dúvida, o goiano que ocupa o mais destacado cargo na República Brasileira, sem desmerecer os ilustres senadores e deputados federais. Contudo, uma questão é certa, seu cargo e a sua permanência no mesmo, ao longo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, não se apresenta como demanda de Goiás e nem em razão da força política estadual. Os motivos e razões de um goiano dirigir o Banco
Central foram e são de outra natureza.
Itami Campos

Neste sentido, há diferenças entre a presença de Goiás na economia e na política brasileira. Goiás, desde os anos de 1930 e, especialmente, a partir dos anos 1980, passou a ter uma presença maior na economia brasileira. A economia estadual, hoje, apresenta avanços em setores industriais, situando-se entre as principais economias brasileiras, com crescente índice de exportação de produtos. No entanto, na cultura, na área jurídica e nem na política Goiás se destaca nacionalmente.

Ao longo da República foram poucos os goianos que ocuparam cargos de destaque nacional, de ministro de Estado principalmente. Verificando os nomes de ministros goianos, tem-se uma relação não muito grande. Leopoldo de Bulhões, chefe político estadual no início da República, torna-se ministro da Fazenda em 1902-1906 e em 1910-1911, mas perde a chefia política regional, ainda ministro de Rodrigues Alves. Durante muito tempo, nenhum político goiano chegou ao primeiro escalão federal. Nem Antônio Ramos Totó Caiado, inconteste chefe político goiano de 1909 até 1930, nem Pedro Ludovico, mais influente chefe político goiano de 1930 até a década de 1970, ocuparam posição de destaque no cenário nacional. No regime parlamentarista (1961-1963), o jornalista Alfredo Nasser, paulista radicado em Goiás, ocupou a Pasta da Justiça (1961-1962). Durante o regime militar (1964-1984) nenhuma liderança de Goiás se destaca nacionalmente.

A partir de 1985, a presença goiana no plano nacional tem sido maior. Foram ministros de Estado: Íris Rezende (duas vezes), Flávio Peixoto (duas vezes), Henrique Santillo e Ovídio de Angelis. Parece refletir alteração na relação de força do Estado com a Federação, mesmo assim ainda menor que a de muitos outros Estados. No governo Lula, além de Meirelles, nenhum goiano ocupou pasta ministerial. E tem sido pequena a presença goiana nos segundo e terceiro escalões, apesar da proximidade territorial de Brasília. Observe-se que alguns Estados utilizam-se estrategicamente desses escalões intermediários para capitalizar vantagens nas disputas por verbas e outros recursos junto ao governo federal.

Ao que tudo indica, o político goiano apresenta-se humilde, acanhado e pouco articulado em Brasília, se comparado a políticos de outras regiões. Contraditoriamente, quando prestigiado nacionalmente, lhe retiram espaço regionalmente ou, no mínimo, não tem reconhecimento efetivo de sua expressão política nacional. Muitos são os políticos goianos que, com destaque no Congresso Nacional, passam a ter dificuldade em manter seu eleitorado.

No que se refere ao presidente do Banco Central, mostra-se evidente o assédio de políticos goianos para sua filiação partidária e mesmo para candidatura a cargo executivo. Além disso, a postulação de uma candidatura parece ser mais pressão e interesse de grupos políticos regionais que vontade do próprio Meirelles em apostar suas fichas, obtidas em gestão bancária e do setor financeiro, num jogo político de difícil previsão. Embora lhe seja reconhecido o sucesso na estabilização da economia brasileira na crise do capitalismo global, há dúvidas se esse êxito na economia se reverterá em votos nos rincões goianos. Daí a questão: por que o assédio para filiação e candidatura, se o próprio nunca manifestou claramente a vontade de candidatar-se? Será por seu prestígio nacional, pois, ele não tem base eleitoral em Goiás.

Vale considerar que política envolve recursos e poder, mas também capacidade de articulação. O processo eleitoral apresenta-se como espaço para ser trabalhado com habilidade, mas cheio de manhas e artifícios. Quem tem força eleitoral e peso político pode pretender bancar o jogo, mas arrisca-se a perder, mesmo porque na política não há espaço para ingenuidade, sendo que a autoridade advém dos votos obtidos.

Itami Campos, cientista político, é pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária da UniEvangélicaitamicampos@gmail.com

sábado, 19 de setembro de 2009

CORRIDA AO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

Bye, PMDB!

Ex-presidente da Comdata irista, Benitez Calil deixou o PMDB e ontem estava no escritório do senador Marconi para filiar no PSDB e trabalhar na campanha do tucano.

Iris: PMDB é o melhor para Meirelles

Para o prefeito, partido é o mais consolidado no Estado e daria maior respaldo político ao presidente do BC

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), voltou ontem a defender que o partido seria a melhor opção para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, levar adiante seu projeto político. O prefeito disse que o PMDB é o mais consolidado em Goiás e poderia lhe dar maior respaldo político tanto regionalmente quando nacionalmente.

“Entendo que se ele (Meirelles) avaliar bem, o partido que tem melhores condições para dar respaldo a qualquer projeto que ele quiser desenvolver no próximo ano é o PMDB”, afirmou o prefeito à imprensa durante entrega de alimentos adquiridos pela Prefeitura a entidades filantrópicas.

“No PMDB ele (Meirelles) pode ser candidato a presidente da República, pois nós não temos um nome; pode ser candidato a vice-presidente numa coligação, pode ser candidato a senador, a governador, a qualquer coisa.”

O prefeito ressalvou, no entanto, que o presidente do BC não teria a garantia antecipada da cúpula do PMDB de que poderia ser candidato a governador, cargo que ambiciona disputar. Alegou que essa discussão tem de ser levada às bases partidárias e que não cabe a ele definir o nome da sigla para a sucessão estadual.

Embora a candidatura de Meirelles seja uma possibilidade para o PMDB disputar o governo do Estado, Iris lembrou que é natural que dentro da sigla seu próprio nome seja o mais lembrado para encabeçar a chapa majoritária em 2010, devido a sua trajetória política. Mas ressalvou que o momento ainda é de estruturar um projeto de governo e, portanto, prefere que a discussão de nomes seja feita somente no próximo ano.

Após sua filiação no PP ter sido dada como certa, Meirelles entabulou nos últimos dias diálogo com lideranças peemedebistas, que mostram interesse em sua adesão. Avalia se o PMDB seria uma opção mais palpável para tentar unir os partidos da base do presidente Lula em Goiás para enfrentar o senador Marconi Perillo (PSDB).
A bancada federal do partido que conversaram com Meirelles no início da semana contam que ele se diz muito inseguro quanto ao espaço que teria no partido. No PP, afirma, sua candidatura ao governo estaria garantida. No PMDB não conta com essa certeza.

O próprio presidente estadual da legenda, Adib Elias, acredita que será difícil Meirelles conquistar a candidatura a governador no PMDB. Justifica que, além da falta de trânsito do presidente do BC com as bases do partido, Iris aparece mais bem colocado nas pesquisas sobre a sucessão estadual. A expectativa é de que Meirelles defina seu futuro político até o final da próxima semana.

EntornoIris criticou ontem a cúpula nacional do PMDB por não ter garantido legenda para o ex-governador Joaquim Roriz disputar o governo do Distrito Federal. A posição do diretório regional do partido de apoiar a reeleição do governador José Roberto Arruda (DEM), respaldada indiretamente pelo comando nacional, provocou a desfiliação de Roriz na quinta-feira.
Fiquei extremamente chocado com essa posição da cúpula do PMDB. Um partido que joga fora um governo do Distrito Federal não está pensando bem, não refletiu convenientemente. Porque Joaquim Roriz é o líder mais forte daquela região”, criticou.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

NEGOCIANDO

http://click.uol.com.br/?rf=home-vG-fotopequena-manchete&u=http://mdemulher.abril.uol.com.br/carreira-emprego/reportagem/desenvolvimento-profi/como-negociar-seu-salario-slideshow-490952.shtml

ùltimas


Rio Verde – A prefeitura promete oferecer internet banda larga (via rádio) de graça para toda a população. Mas é preciso se inscrever.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O que esperar?


Comparando-se com o quadro econômico-social dos últimos meses, vislumbra-se, para este segundo semestre, um cenário extremamente animador. Inúmeros indicadores começam a mostrar que o Brasil está conseguindo superar a crise financeira que se abateu sobre o mundo e se fez sentir com consequências pesadas para as populações dos diversos países, ricos e pobres.

Lúcia Vânia
No caso brasileiro, apontado como um dos primeiros países a emergir da crise, esta recuperação não é obra do acaso nem deve, tampouco, ser creditada à sorte ou à astúcia e habilidade de um só governo ou governante.

Apesar de toda a crise política que o Parlamento vivencia, ele continua cumprindo o seu papel de caixa de ressonância do que repercute na sociedade brasileira. Prova disso é que o Senado da República criou a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade.

A conclusão da Comissão deixa clara a postura colaborativa e propositiva do Senado com o Poder Executivo Federal para mitigar e superar a recessão instalada no País, a partir da crise financeira global. O relatório final da comissão fez recomendações que passam pela redução do spread bancário até aquelas de caráter macroeconômico. Além disso, aprovou medidas provisórias que tratam da redução de taxas tributárias e alongamento de dívidas para segmentos indutores da economia e, consequentemente, da empregabilidade.

Essa é a verdadeira vocação do Parlamento, a de ser o interlocutor da sociedade, do mercado e do governo.

O Congresso Nacional tem votado e aprovado proposições, remetidas ao Legislativo pelo Executivo Federal, que visam amenizar a situação de milhões de pessoas afetadas por essa crise global da economia.

A mídia nacional tem repercutido o fato de o sistema bancário brasileiro, um dos mais eficientes do mundo, estar apontando o fim da recessão no País.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Jornal e TVs dizem que Michael Jackson morreu, mas não há confirmação oficial

Rei do pop foi levado a hospital de Los Angeles nesta quinta (25).Segundo NYT, morte teria ocorrido às 17h07, horário de Brasília.

De acordo com os jornais "Los Angeles Times", "New York Times" e as redes de TV Fox News, CNN, NBC e ABC, o cantor Michael Jackson teria morrido nesta quinta-feira depois de ser levado às pressas para o hospital UCLA Medical Center. O site de celebridades TMZ e a agência de notícias Associated Press também deram a informação citando fontes próximas ao cantor.

Ainda não há confirmação oficial. A Fox News afirmou que uma entrevista coletiva será realizada em breve no hospital.

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Michael Jackson planejava voltar aos palcos em 2009
Michael Jackson é internado às pressas e está em coma, diz jornal
Em seu site, o "NYT" disse que uma autoridade da cidade de Los Angeles confirmou que Michael Jackson morreu. O oficial afirmou que ele morreu à 1h07 PM, horário do Pacífico [17h07, Brasília]".

De acordo com a rede de TV CNN, Randy Jackson, irmão do cantor, afirmou que ele sofreu "um colapso em sua casa". Familiares do músico foram chamados ao hospital. De acordo com nota publicada no site do "LA Times", o oficial Steve Ruda disse que Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram à sua casa. Eles realizaram reanimação cardiopulmonar no local antes de conduzir Jackson para o hospital. Procurado pelo site especializado em celebridades "E! Online", o pai do astro, Joe Jackson, disse que ele teve uma parada cardíaca. "Ele não está bem", afirmou. "A mãe dele está indo para o hospital neste momento para vê-lo. Não tenho certeza do que aconteceu. Estou esperando uma resposta deles." O porta-voz do corpo de bombeiros de Los Angeles, Devin Gales, não confirmou a identidade de Jackson, mas disse que os paramédicos atenderam a um chamado feito no endereço do cantor às 12h21 locais. Procurado pela AFP, o agente do cantor, Tohme E. Tohme, não foi encontrado para comentar a internação.

Tentativa de retorno
Michael Jackson, que completou 50 anos em 2008, anunciou em maio o adiamento de alguns dos shows de uma extensa temporada que ele faria em Londres neste ano. A noite de abertura na O2 Arena, marcada inicialmente para o dia 8 de julho, foi remarcada para o dia 13 do mesmo mês, segundo os produtores. Além disso, algumas apresentações foram transferidas para 2010. O adiamento das datas aumentou as especulações de que Jackson estaria sofrendo de problemas de saúde.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Amy Winehouse contraria resort e faz topless no Caribe

A cantora Amy Winehouse, alegria dos paparazzi, foi fotografada sem a parte de cima do biquíni, em St. Lucia, no Caribe. A informação foi do tablóide inglês The Sun, que contou ainda que a artista contratriou a proibição do resort, que já havia pedido para ela não fazer topless.

Os administradores do hotel teriam feito o pedido por estarem preocupados com as crianças que também costumam ir à piscina onde a cantora estava. O The Sun publicou fotos de Amy passeando abraçada com um de seus seguranças e insinuou que haveria um romance entre eles.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Carro mais barato do mundo começa a ser vendido nesta segunda

A montadora indiana Tata Motors colocará à venda, a partir desta segunda-feira, o Nano Car, considerado o carro mais barato do mundo.

O Nano Car custará 100.000 rúpias ou US$ 1.979 e, segundo a fabricante, terá como público alvo cidadãos pobres dos países em desenvolvimento que não têm condições de se locomover sobre quatro rodas.

O automóvel mede três metros de comprimento, possui quatro portas e cinco lugares, mas não conta com acessórios hoje comuns em muitos modelos, como ar-condicionado, rádio, airbag, janela eletrônica e direção hidráulica.

A montadora foi seriamente afetada pela crise que afeta a indústria automobilística em todo o mundo e, de acordo com analistas, as vendas do novo carro não devem ser suficientes para ajudar na recuperação das perdas registradas no último trimestre de 2008.

De acordo com Vaishali Jajoo, analista da consultoria Angel Broking, em Mumbai, mesmo que a companhia venda 250 mil modelos do carros por ano, os lucros contribuirão para aumentar apenas 3% da receita da montadora.

A crise financeira global acertou em cheio o poder de compra dos indianos, que adiaram seus planos de comprar novos carros diante das dificuldades em conseguir crédito no mercado.

O início das vendas acontece seis meses mais tarde do que o planejado, em meio a uma polêmica sobre o local de fabricação do Nano Car.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Trabalhador da iniciativa privada já pode escolher banco para receber salário

Conta-salário passa a ser isenta de tarifa de manutenção.Valor do pagamento poderá ser transferido sem taxas para outra conta.


Trabalhadores da iniciativa privada já podem escolher o banco em que querem receber o salário. Trata-se da conta-salário, usada para as empresas depositarem o pagamento de cada funcionário.

Veja o site do Bom Dia Brasil

A conta continua sendo aberta pela empresa no banco que ela escolher, mas tem vantagens: passa a ser isenta de tarifa de manutenção e de transferência do valor total do salário.

A conta-salário não pode receber outros depósitos e não tem talão de cheques. O titular pode fazer até quatro saques por mês. Na prática, a conta-salário passará a funcionar como uma espécie de "ponte" para a conta que o trabalhador utiliza no dia a dia.

Quem não quiser mudar de banco, não precisa fazer nada. Já aqueles que quiserem utilizar os serviços de outra instituição bancária, devem comunicar o banco em que o salário é depositado atualmente.

"Por escrito, faça uma solicitação com a indicação do banco, da agência e do número da conta que você deseja que seja efetuada essa transferência sem nenhum ônus”, orienta Renata Reis, técnica do Procon.

Há uma expectativa de que a conta-salário gere concorrência entre as instituições bancárias. "Os bancos que hoje têm conta corrente desses trabalhadores evidentemente farão todo o esforço para mantê-los como clientes enquanto que o outro tentará, não tenha dúvida, trazer esse cliente pra si”, diz Jorge Higashino, supervisor de projetos especiais da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

A partir de 2012, a conta-salário valerá também para os funcionários do setor público estaduais ou municipais vinculados a Estado ou município que tenha leiloado a folha de pagamento para uma instituição financeira. A transferência da folha de pagamento pode ser feita pelos governos regionais até 31 de dezembro de 2011, mas as regras da conta salário passam a valer, obrigatoriamente, em janeiro de 2012.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Contra crise, Obama quer criar 3 milhões de empregos

Presidente eleito dos EUA falou sobre plano de estímulo econômico.Custo do pacote é estimado entre US$ 675 bilhões e US$ 775 bilhões.


O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou neste sábado (3) em um programa de rádio um plano para incentivar a criação de empregos e impulsionar a estagnada economia americana, prioridade máxima para o próximo governo, que assume no dia 20 de janeiro.

Para dar novo fôlego à maior economia do mundo, que tenta se manter de pé em meio ao caos financeiro internacional - provocado, em boa medida, por ela mesma -, Obama disse que "o objetivo número um" de seu plano é a criação de três milhões de empregos, 80% deles no setor privado.

Obama deu poucos detalhes sobre o novo plano, que ainda será divulgado por sua equipe de transição, mas tem custo estimado entre US$ 675 bilhões e US$ 775 bilhões.

"Economistas de todas as convicções políticas concordam que, se não agirmos de maneira rápida e eficaz, assistiremos a uma queda econômica muito mais profunda, que pode levar a uma taxa de desemprego de dois dígitos e afastar cada vez mais o sonho americano", declarou Obama.

"Por isso, precisamos de um plano de recuperação e investimento nos Estados Unidos, que não apenas crie empregos a curto prazo mas também estimule o crescimento e a competitividade a longo prazo", afirmou.

A equipe econômica de Obama vinha discutindo o plano de recuperação da economia há várias semanas. E, segundo o vice-presidente eleito Joe Biden, as negociações já estavam quase concluídas antes do Natal.

Investimentos

"Para que as pessoas voltem a trabalhar hoje e nossa dependência do petróleo estrangeiro seja reduzida amanhã, duplicaremos a produção de energias renováveis e reformaremos edifícios públicos para torná-los energeticamente mais eficientes", indicou o presidente eleito.

Além disso, Obama defendeu "investimentos a longo prazo", como a realização de obras de infra-estrutura, a modernização do sistema de saúde e a construção de instituições de ensino "do século XXI", assim como "um desconto fiscal direto para 95% dos trabalhadores americanos".

"Este plano precisa ser traçado de uma nova maneira - não podemos simplesmente recair no velho hábito de Washington de jogar dinheiro no problema", disse, anunciando "investimentos estratégicos", "vigorosa supervisão e rígida contabilidade" e "responsabilidade fiscal" na aplicação de seu projeto.

Na segunda-feira, Obama se reunirá com líderes do Congresso para finalizar seu multibilionário plano de estímulo econômico, que os democratas esperam ser aprovado no parlamento americano pouco depois da posse do novo presidente.

Democratas e Republicanos

Os democratas, maioria no Congresso, querem que os estímulos à economia incluam redução de impostos para a classe média e gastos do governo em educação, estradas e outras obras de infra-estrutura. Os estados, que estão cada vez mais tendo dificuldades para pagar os custos do sistema de saúde para os pobres, também receberiam dinheiro da União.

Mas os representantes dos republicanos no Capitólio têm alertado que o pacote de recuperação econômica não deveria destinar tanto dinheiro para projetos financiados pelo governo e não deveria ser levado às pressas ao Congresso, sem uma avaliação adequada.

Os republicanos dizem que não vão dar sua chancela a um imenso plano dispendioso.

domingo, 9 de novembro de 2008

Obama pede que, contra a crise, EUA deixem de lado as diferenças políticas

No programa de rádio dos democratas, presidente eleito pediu união.Crise financeira é 'o mais sério desafio das nossas vidas', segundo ele.


O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, disse que, com a passagem das eleições presidenciais, está na hora de os EUA "deixarem de lado" as diferenças políticas" e trabalharem juntos para resolver a crise econômica. As declarações foram feitas no programa semanal de rádio do Partido Democrata, veiculado neste sábado (8) nos Estados Unidos.

Quiz: quem disse que frase sobre Obama?

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Obama lembrou que o presidente George W. Bush e a primeira-dama, Laura, convidaram-no e à sua mulher, Michelle, para visitar a Casa Branca na segunda-feira, e que os Bush ofereceram todo o apoio para a transição de governo.
"Isso mostra o reconhecimento fundamental de que aqui na América nós podemos competir vigorosamente nas eleições e desafiar as idéias alheias, mas nos unir em um único propósito depois que a votação termina", disse Obama.
"E isso é particularmente importante no momento em que enfrentamos o mais sério desafio de nosssas vidas", disse, repetindo o que já havia declarado na primeira entrevista coletiva como presidente eleito, na sexta-feira. Obama lembrou os dados sobre desemprego nos EUA divulgados na sexta-feira.
"Dezenas de milhares de famílias estão lutando para descobrir um meio de pagar suas contas e manter suas casas", disse. "Suas histórias são um lembrete urgente de que estamos encarando o maior desafio econômico de nossas vidas, e devemos agir para resolvê-lo."

Obama disse que sua equipe de transição econômica discutiu na sexta-feira os desafios da crise em uma reunião no sábado e que já começou a desenvolver uma série de políticas para lidar com a crise. Depois da reunião, Obama deu a primeira entrevista coletiva como presidente eleito (assista no vídeo ao lado). Várias das frases sobre economia ditas na entrevista de sexta foram repetidas no programa de sábado.
"Temos de reconhecer que temos só um presidente de cada vez e que o presidente Bush é o líder do nosso governo, quero assegurar que nós já começamos a trabalhar antes de 20 de janeiro (dia da posse) porque não temos um minuto a perder", disse.

Leia também: Bush volta a prometer cooperação na transição

Obama disse que o país "não aguenta esperar" em avanços em prioridades como energia limpa, reforma do sistema de saúde, melhora da educação e alívio fiscal para famílias de classe média.

"Eu não subestimo a enormidade da tarefa que está à nossa frente", disse Obama. "Nós tomamos algumas atitudes importantes até agora e vamos precisar de mais ações durante este período de transição e nos próximos meses."

Assista ao lado: Família Obama vira obsessão nos EUA "Algumas das escolhas vão ser difíceis, mas a América é um país forte e resistente. Eu seu que nós vamos ser bem-sucedidos se colocarmos de lado o partidarismo e trabalharmos juntos como uma nação. E isso é o que eu pretendo fazer."

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Brasil está longe de ter presidente negro, diz ministro da Igualdade Racial

Edson Santos comemorou vitória de Obama nos Estados Unidos.Ele lamentou baixo número de negros na política brasileira.


O ministro de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, comemorou nesta quinta-feira (6) a eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos e lamentou a baixa participação dos negros na política brasileira, segundo informações da Agência Brasil. Ele participou do programa "Bom dia ministro".
“Ainda estamos longe de chegar a esse ponto (ter um presidente negro) no Brasil. Os negros são 49,4% da população brasileira, mas isso não se reflete na representação institucional. No Congresso Nacional, por exemplo, não há nem 10% de deputados negros”, disse Santos, conforme a agência.
Na avaliação do ministro, Obama deve atuar pela população negra. “Acredito que Obama estreite as relações com a África e que também tenha uma agenda para tirar da miséria a população negra. Dessa forma, é possível que eles [os EUA] tenham uma relação mais democrática com os demais países."

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama é eleito em votação histórica

O primeiro presidente negro dos EUA conclama seu povo à união e enche o mundo de esperança. Desafios serão grandes no novo capítulo que se inicia


Depois de uma eleição histórica, o democrata Barack Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e agora será o responsável por tirar o país da maior crise financeira desde a Grande Depressão, nos anos 1930.

Na Casa Branca, com o apoio da maioria conquistada no Congresso, Obama toma posse com o peso da desaceleração econômica e o fantasma da recessão assombrando os americanos. No mundo, ele assume com o peso de suas promessas de ampliar relações, encerrar a Guerra do Iraque e derrotar a Al Qaeda no Afeganistão.

A vitória do democrata encheu o mundo de esperança. Os rostos que desfilaram pelas telas no mundo inteiro eram belos, com risos e soluços ao mesmo tempo. O Quênia, terra do pai do presidente eleito, decretou feriado nacional. Líderes mundiais cumprimentaram o vencedor ontem, expressando otimismo.

“Vossa Excelência soube transmitir visão de futuro, capacidade de liderança e a certeza de que a esperança é mais forte do que o medo”, foi a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Barack Obama.

No discurso histórico da vitória, Obama conclamou os americanos à união e falou, indiretamente, de racismo. ”O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato”, admitiu o presidente eleito a 200 mil espectadores no parque Grant, em Chicago.

Obama usou a história de uma americana de 106 anos para dizer que ela assistiu episódios de mudança como a chegada do homem à Lua e a queda do Muro de Berlim, e que, nesta eleição, “tocou uma tela com seu dedo e registrou seu voto porque, depois de 106 anos na América, ela sabe que a América pode mudar”.

O republicano John McCain reconheceu a derrota na madrugada de ontem no Brasil e fez um discurso elegante em Phoenix, Arizona. Foi generoso com o vencedor, a quem disse respeitar por ter “inspirado a esperança de tantos milhões de americanos que erradamente eram considerados sem força ou com pouco poder de influência na eleição de um presidente”.

O senador republicano se comprometeu a ajudar o governo de Barack Obama. “Prometo a ele nesta noite fazer tudo o que estiver em meu poder para ajudá-lo a nos liderar através dos muitos desafios que enfrentamos”, declarou McCain.

O presidente George W. Bush disse que os EUA “fizeram história” ao eleger seu adversário político Barack Obama e prometeu “completa cooperação” com seu sucessor.

O próximo titular da Casa Branca já começou a montar a equipe de transição. Ele trabalhou ontem compondo seu gabinete e detalhando o programa de governo.

Com a vitória do candidato democrata, analista político brasileiro prevê que os EUA continuarão a considerar o Brasil um parceiro na América Latina e que as relações bilaterais se pautarão mais por questões econômicas do que políticas nos próximos quatro anos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

'A mudança chegou à América', diz Obama no 1º discurso após ser eleito

Democrata bateu McCain nas urnas e é o 1º presidente negro dos EUA.Em discurso no Arizona, senador republicano assumiu a derrota.


Barack Hussein Obama, 47 anos, foi eleito nesta terça-feira (4) o 44º presidente da história dos Estados Unidos. Ele será o primeiro negro a chefiar a nação mais rica do planeta.

No discurso da vitória, o senador democrata disse que a "hora da mudança chegou à América" (assista ao lado).

Obama falou em Chicago, seu berço político, pouco depois das 23h no horário local (3h de quarta em Brasília). Uma hora antes, projeções indicaram sua vitória sobre o também senador John McCain, 72 anos, um republicano.

Pelas projeções, Obama terá mais de 330 dos 538 votos no Colégio Eleitoral - o mínimo para ser eleito é 270 -, num resultado que confirma a tendência apontada pelas pesquisas de intenção de voto divulgadas até a véspera da eleição. Até o início da manhã desta quarta, a apuração estava concluída em poucos estados (veja os números mais recentes da apuração dos votos).

A posse do democrata está marcada para 20 de janeiro, encerrando oito anos de um impopular governo do republicano George W. Bush.

Conheça a trajetória de Barack Obama

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, chega para discursar no Grant Park, após a vitória, na noite de terça-feira (4).
Obama discursou para uma multidão no Grant Park, em Chicago, às margens do Lago Michigan. Segundo estimativa da rede de televisão CNN, o público foi de 125 mil pessoas. A agência Associated Press estimou em 250 mil.

No palco, ele sorriu menos do que durante a campanha, parecendo mais sério já como presidente eleito.Obama parabenizou o candidato derrotado, disse que McCain "trabalhou duro" durante a campanha e que quer trabalhar junto com o rival na Casa Branca. Ele também parabenizou seu candidato a vice, Joe Biden, sua mulher, Michelle Obama, e sua família.

Conheça a trajetória de Joe Biden, vice-presidente eleito dos EUA

Conheça a trajetória de Michelle Obama, próxima primeira-dama dos EUA Obama disse que o caminho que os Estados Unidos têm à frente é difícil e pediu "unidade" para enfrentar os desafios. "Nossa escalada vai ser íngreme. Nós não chegaremos lá em um ano nem em um mandato, mas, América, eu nunca estive tão esperançoso como nesta noite em que nós estamos aqui", disse. O presidente eleito afirmou que é hora de "sonhar novamente o sonho americano". Ele repisou várias vezes o "Yes, we can" (sim, nós podemos), um dos lemas de sua campanha, e disse que "tudo é possível".

Projeção

A projeção da rede CNN foi divulgada às 22h de Chicago (2h em Brasília), mesmo momento em que foram fechadas as urnas do importante estado da Califórnia. Lá, as projeções mostram que Obama garantiu os 55 votos no Colégio Eleitoral.


Pouco depois, o senador McCain fez discurso em Phoenix, Arizona, admitindo a derrota (assista ao lado). Ele disse que telefonou para Obama cumprimentando-o pela vitória.

Acompanhado de sua mulher, Cindy, e de sua candidata a vice, Sarah Palin, ele parabenizou publicamente Obama e se colocou à disposição do rival para ajudá-lo.

O discurso de McCain foi assistido com muita atenção no Grant Park, onde eleitores de Obama já se concentravam para festejar a vitória e esperavam a fala de Obama.

O candidato derrotado foi bastante aplaudido quando disse que ia respeitar o resultado das urnas. O único momento de vaia foi quando o republicano agradeceu a Sarah Palin.

O presidente George W. Bush também cumprimentou seu sucessor pela vitória eleitoral, informou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, fez o mesmo.

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Aos 42 anos, Obama entra para a história depois de uma longa campanha, iniciada nas prévias do partido democrata, disputadas com a ex-primeira-dama Hillary Clinton. Um ano antes das eleições, o agora presidente-eleito ainda era desconhecido da maior parte dos Estados Unidos.

Por que a eleição de um negro para a Presidência dos EUA é histórica? Ele concorreu fazendo um apelo por “mudança”, palavra chave da sua campanha, e conseguiu empolgar o eleitorado, especialmente os mais jovens, com propostas de rompimento com o atual governo.
Em Chicago, o G1 acompanhou o dia de votação , que parecia uma decisão de copa do mundo. Por toda a cidade as pessoas vestiam azul e carregavam símbolos da campanha democrata. Obama deve ter mais de 20 pontos percentuais de vantagem no Estado de Illinois. À noite, no Grant Park, os obamistas fizeram uma "contagem regressiva" para esperar o anúncio de que Obama era o virtual eleito.

sábado, 1 de novembro de 2008

Cinco dias antes da eleição, economia e troca de críticas dominam campanha

McCain acusou Obama de beneficiar fiscalmente empresas de petróleo.Democrata ligou rival republicano a Bush e à retração do PIB americano.

O republicano John McCain e o democrata Barack Obama voltaram a trocar críticas a respeito da economia nesta quinta-feira (30), a cinco dias da eleição presidencial norte-americana.

Aproveitando a divulgação do balanço da Exxon Mobil, com lucro recorde, McCain acusou Obama de não se empenhar em conter os lucros das empresas do petróleo, pois apoiou benefícios fiscais para o setor em 2005. "Quando eu for presidente, não deixaremos que isso aconteça."

"O senador Obama votou a favor de bilhões em isenções corporativas para as companhias do petróleo. Eu votei contra", disse McCain num comício em Defiance, Ohio, um dos Estados em que ele tenta reverter a vantagem de Obama nas pesquisas.

"Se eu for eleito presidente, vamos parar de gastar US$ 700 bilhões por ano para pagar o petróleo de outros países que não gostam muito de nós. Vamos perfurar na costa, e vamos perfurar agora", afirmou.

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Obama está à frente de McCain nas pesquisas nacionais de voto e em Estados estratégicos, como Flórida e Ohio .

Num comício em Sarasota, na Flórida, Obama citou a estatística, divulgada na quinta-feira, de que a economia dos EUA sofreu sua maior retração em sete anos. Na opinião dele, a redução do PIB reflete o fracasso das políticas de McCain e do presidente George W. Bush.

"Se vocês querem saber aonde John McCain vai levar esta economia, é só olhar no retrovisor", disse ele, retomando o mote de um novo comercial eleitoral. "Porque quando se trata das nossas políticas econômicas, John McCain está bem ao lado de George W. Bush. Está sentado no banco do passageiro, pronto para assumir."

"A questão central nesta eleição é: o que o nosso próximo presidente fará para nos levar para uma direção diferente?", acrescentou Obama.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

'Crise financeira vai ajudar a eleger Obama', diz Lula

Para presidente, vitória de Obama seria um dos benefícios da crise.Lula disse ainda que 'não vai faltar um real em nenhuma obra do PAC'.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (20), em São Paulo, que a crise financeira internacional vai ajudar a eleger o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama.

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“Essa crise, entre os benefícios que ela vai causar, ela vai eleger o Obama presidente dos EUA, eleger um negro. O que não é pouca coisa”, disse Lula, durante discurso em uma casa noturna no bairro de Pinheiros, onde participa da entrega de premiação às empresas mais admiradas no Brasil em 2008, em evento promovido pela revista “Carta Capital”.

Segundo o presidente, "do ponto de vista simbólico, esse mundo eleger um torneiro mecânico pela segunda vez no Brasil, eleger um índio na Bolívia e um bispo no Paraguai, é demais".Lula agradeceu ainda ao presidente da Vale, Roger Agnelli, por ter dado declarações de que manterá investimentos planejados pela empresa para o Brasil.

O presidente brasileiro garantiu também que o governo manterá as verbas para a infra-estrutura. “Não vai faltar um real em nenhuma obra do PAC [Programa de Aceleração de Crescimento] neste país."

Lula falou de improviso para uma platéia que reuniu os maiores empresários do país. Ele afirmou que o socorro financeiro adotado pelos governos dos Estados Unidos e da Europa deverão surtir efeito "logo, logo."

De acordo com o presidente, "não é possível que o depois de alguém disponibilizar R$ 3 bilhões para o sistema financeiro internacional, isso não surta algum efeito." Para Lula, o Brasil tem condições de vencer a crise, porque reúne três características favoráveis: "Nosso sistema é mais sério do que o sistema financeiro internacional; temos um sistema financeiro, em sua parte pública, que poucos países têm; e o nosso mercado interno tem espaço para crescer."

Lula afirmou que o governo brasileiro acompanha atentamente os movimentos da economia internacional e até brincou com a calvície de seus principais auxiliares.

"Nunca fiz tantas reuniões como nos últimos trinta dias. O Guido Mantega (ministro da Fazenda) está perdendo os cabelos. O Meirelles (presidente do Banco Central) está criando novos cabelos", afirmou. Lula afirmou que caberá ao Brasil e a outros países em desenvolvimento a tarefa de recuperar a economia mundial. "São exatamente os países emergentes que vão dar solução para a crise internacional', afirmou. O presidente disse que vai terntar convencer as empresas aéreas brasileiras a fazer vôos para países da África.

Os governadores da Bahia, Jacques Wagner (PT), de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e do Paraná, Roberto Requião (PMDB), e do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), participaram do evento.

sábado, 11 de outubro de 2008

Lula diz que crise não chegou ao país e que Marta Suplicy 'sofre de preconceito'

'Estamos com uma crise de trilhões e ela não chegou ao Brasil', disse.Ao elogiar situação econômica, Lula pediu votos para Marta.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que a crise de "trilhões e trilhões de dólares" que afeta o mundo até agora "não chegou neste país" e que a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, "sofre de preconceito". As declarações foram dadas durante um encontro de Marta com líderes de igrejas evangélicas, em um hotel da Zona Sul de São Paulo.

De acordo com o presidente, o Brasil "quebrou" em duas ocasiões anteriores diante de crises econômicas externas, referindo-se às crises da Rússia e asiática. "Só os Estados Unidos colocaram US$ 850 bilhões para reparar a crise. O primeiro-ministro da Inglaterra colocou US$ 1 trilhão. Este país quebrou duas vezes. Na crise russa, foram US$ 40 bilhões. Na asiática, US$ 70 bilhões. Ou seja, duas crises que quebraram o Brasil duas vezes. Nós estamos com uma crise de trilhões e trilhões e até agora ela não chegou ao Brasil", disse.

Lula admitiu, no entanto, que a crise "é grave" e "vai pegar o mundo inteiro". "Mas a grande verdade é que o Brasil nunca esteve tão preparado como está. Ou seja, nós não vamos parar nenhuma obra do PAC, todas vão continuar. Vamos continuar todos os investimentos. Vamos terminar bem este ano", afirmou.

Ao elogiar a situação econômica do país, Lula aproveitou para pedir votos para Marta Suplicy, justificando que vai precisar da ajuda dela "para enfrentar a crise". "Vamos precisar da união desse povo brasileiro para que a gente possa vencer mais esta crise. E para isso acho importante a gente dar a esta companheira a oportunidade de ela governar esta cidade nos meus dois últimos anos de governo. Ela governou nos meus dois primeiros anos de mandato, mas a gente pegou o país arrebentado e pudemos fazer muito pouco", disse.
Para a Lula, a ex-prefeita tem sido vítima de preconceito na campanha. A declaração foi dada um dia depois da pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo", a primeira do segundo turno. Nela, Marta está 17 pontos atrás (54% a 37%) do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.

"Ela é vítima de preconceito justamente pelas coisas boas que ela fez nesta cidade. Quem sabe pelo bilhete único? Quem sabe pelos CEUs?", indagou. E lembrou das críticas sofridas por alguns dos programas do governo federal voltados às classes pobres para ilustrar o preconceito.
"Diziam que o Bolsa Família é assistencialista. É a forma de preconceito mais hipócrita de quem não entende a alma deste país, é a hipocrisia de quem nunca passou fome. As pessoas não sabem o milagre da multiplicação de R$ 50 na mão de uma mãe que precisa alimentar o filho. Por isso que eu digo que esta campanha sofreu de preconceito nesta cidade, justamente pelas coisas boas que a Marta fez", insistiu, reforçando o pedido de voto na candidata do PT.