sábado, 31 de julho de 2010

GLOBO REPORTER 30 DE JULHO DE 2010

Homens mentem mais, mas cometem mais furos, diz pesquisa
Os homens mentem mais e sentem menos remorso; as mulheres mentem menos, em compensação convencem muito mais.

Marcos Losekann Londres

Sexos opostos unidos por semelhanças e diferenças, seres humanos, mentirosos de carteirinha. Quem comprovou essa característica foi o Museu de Ciências de Londres.

A pesquisa, feita com três mil homens e mulheres, mostrou que a mentira mais contada pelos machos é sobre a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Chegam a jurar que não exageraram, mesmo quando chegam em casa cambaleando.

As fêmeas mentem mais sobre seu próprio humor. Podem estar chateadas ou magoadas com alguma coisa, mas garante que está tudo bem.

Na lista dos homens, aparecem ainda as seguintes mentiras: “já estou a caminho e logo chegarei em casa”; “desculpa, mas não recebi seu recado”; “você está bem mais magra”.

Na lista das mulheres, as mentiras mais comuns são: “eu não sei onde isso está, eu nem toquei nesse objeto”; “não custou caro, comprei em uma liquidação”; “estou com uma dor de cabeça daquelas”.

A pesquisa foi feita para auxiliar os idealizadores de uma exposição do Museu de Ciência de Londres. Eles queriam ter uma ideia, um rumo para montar a nova ala que trata do comportamento de homens e mulheres. O resultado foi mais interessante do que se esperava. Segundo a pesquisa, os homens mentem mais e sentem menos remorso; as mulheres mentem menos, em compensação convencem muito mais.

A organizadora da exposição, a curadora Holly Cave, explica que os homens se mostram mais relapsos com as mentiras, deixando muitos furos. Segundo ela, é fácil desmascarar. Já as mulheres são mais apelativas, teatrais, verdadeiras artistas. Por isso, tem mais ''credibilidade''.

A pesquisa não tem base científica, é apenas comportamental, mas despertou o interesse de todo mundo. Seja homem ou mulher, é difícil não se identificar de alguma forma com as lorotas mais contadas. Mentiras geralmente óbvias, pouco criativas, de pernas realmente curtas, do tipo, acredita quem quiser.

terça-feira, 27 de julho de 2010




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domingo, 4 de julho de 2010

Fusão de Casas Bahia e Pão de Açúcar foi 'tarefa difícil', diz Diniz

Empresário lamentou eliminação do Brasil na Copa do Mundo.Rafael Klein foi confirmado como presidente da Nova Casas Bahia.
Do G1, em São Paulo

O presidente do conselho de aministração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, disse nesta sexta-feira (2) que as negociações para o acordo de fusão entre o Pão de Açúcar e Casas Bahia foram difíceis, duras e desgastantes.

Em teleconferência para explicar os detalhes do novo acordo que foi assinado na quinta entre as duas empresas, Diniz destacou, no entanto, que a convivência entre os executivos dos dois grupos nunca chegou a ser hostil.

"(a negociação) foi longa dura, perdemos muito tempo, foi desgastante. Desde o início, quando surgiram as divergências, sabíamos que estávamos diante de uma tarefa muito difícil", disse o empresário.

Michel Klein e Abílio Diniz (Foto: Foto: Mario Miranda/Reuters)
"Apesar das divergências em termos de números, nós nunca deixamos de ter um convívio amistoso, nunca trocamos palavra mais hostil nem com executivos nem com qualquer pessoa da família Klein", afirmou.

O acordo de fusão foi revisado em abril a pedido da família Klein, dona das Casas Bahia, que se sentiu prejudicada, e apontava o valor do seu patrimônio como um dos principais pontos a serem reformulados.

Durante a teleconferência, foi confirmado o nome de Rafael Klein, neto de Samuel Klein, será o presidente da nova companhia.

"Apesar de jovem (38 anos) ele conhece profundamente a companhia. Vai exercer muito bem o seu papel, fazer a ligação entre os grupos", disse Diniz.

Já Michael Klein ficará com o cargo de presidente do conselho de administração. No conselho, das nove cadeiras, o Pão de Açúcar terá direito a indicar cinco integrantes e a Casas Bahia, terá quatro representantes.

'Temos que preservar as coisas mais importantes de Bahia, os ensinamentos de Samuel, o bom atendimento ao consumidor, a proximidade com ele, detalhes de como tocar o negócio, e apurar as sinergias entre casas Bahia e grupo Pão de Açúcar", disse Diniz.

TristezaDiniz abriu a conferência, que começou horas após o fim do jogo entre Brasil X Holanda, lamentando a eliminação brasileira da Copa do Mundo.

"Eu pessoalmente continuo com um peso muito grande no peito (devido à eliminação). Compartilho de toda a tristeza que aqueles que gostam e mesmo aqueles que não gostam de futebol sentem neste momento. Mas a vida é assim, a gente tem que saber lidar com ela", afirmou.

Na terça-feira, um anúncio da rede de supermercados Extra, do Grupo Pão de Açúcar, foi publicado erroneamente na edição da Folha de S.Paulo. A peça publicitária destacava a "eliminação" da seleção brasileira da Copa do Mundo.

Na ocasião, Diniz, afirmou na sua página no Twitter que o grupo "tomará providências" e que serão responsabilizados os culpados pelo anúncio. "Estou ao lado dos que se indignaram com o anuncio publicado erroneamente pelo jornal".

sábado, 3 de julho de 2010

DICAS PARA DORMIR BEM



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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lavar alimentos pode ser inútil para tirar agrotóxicos, dizem especialistas

Defensivos agrícolas podem ficar dentro dos alimentos.Instituto pede regras mais rígidas para controlar venenos.

Deixar vegetais de molho no vinagre antes de levá-los à mesa pode ser ótimo para matar micróbios, mas nem sempre vai funcionar quando se quer tirar agrotóxicos de frutas e verduras, relataram especialistas ouvidos pelo G1.


A preocupação com resíduos tóxicos na comida ganhou força nesta quarta-feira (24), quando um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
De 3.130 amostras coletadas pela agência, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade.

Lavar vegetais funciona bem apenas nos casos em que não há penetração das substâncias tóxicas no alimento, afirma especialista do Ceatox. (Foto: Patrycja Cieszkowska/stock.xchng)

Segundo Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) da Faculdade de Medicina da USP, “se o agrotóxico for de superfície, de aplicação limitada à parte externa do alimento, elimina-se o risco na maioria das vezes lavando bem”, diz. Os casos do morango e do tomate, por exemplo, poderiam ser “facilmente resolvidos” assim.

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A dificuldade cresce nas situações em que há penetração da substância. “Nesse quadro, a fervura pode inativá-la, mas há agrotóxicos à base de zinco ou estanho, à base de metais, que são chamados estáveis”, afirma Wong. “Quando isso ocorre, o aquecimento não inativa, logo não reduz o perigo.”

O médico Wanderlei Pignati, professor de Saúde Ambiental na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é mais cético em relação à água. "[Lavar os alimentos] não resolve praticamente nada. Vai eliminar o agrotóxico que tem na casca, mas o grande problema está dentro", afirma.

LaboratóriosEm 15 de 20 culturas analisadas pela Anvisa foram encontrados ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à agência, como o endossulfan em pepino e pimentão; acefato em cebola e cenoura; e metamidofós em pimentão, tomate, alface e cebola.

Já existe no Brasil uma “indicação de banimento” para as três substâncias. Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, afirmou na quarta-feira (23) que esses ingredientes causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer.

De acordo com Pignati, a estatísticas não mostram essas doenças relacionadas a agrotóxicos porque é difícil fazer exames para identificar substâncias tóxicas no organismo. "Aqui em Mato Grosso, se eu quiser fazer uma análise de suspeita de resíduos de agrotóxicos no sangue ou na urina, tenho que mandar a amostra para o Rio de Janeiro ou São Paulo".

Consumidor impotenteSegundo Wong, do Ceatox, a total eliminação de situações de risco depende do governo. “Aí, só fiscalização mesmo. Não tem como eliminar por lavagem ou fervura.”

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende regras mais rígidas para agrotóxicos. "Dentre as medidas necessárias está a reavaliação toxicológica das substâncias pela Anvisa, uma vez que vários agrotóxicos utilizados no Brasil já foram proibidos em outros países, diante das evidências de seus riscos", comunicou a ONG em nota ao G1.

Dentro dos padrõesPara o engenheiro de alimentos Carlos Eduardo Sassano, professor da Universidade de Guarulhos, o problema seria resolvido se os agrotóxicos fossem utilizados da maneira correta. "Se fossem usados dentro dos padrões permitidos, não teria problema", defende.

Segundo ele, o consumo de alimentos orgânicos poderia ser uma boa alternativa, mas é difícil haver produção suficiente. "Estamos falando de uma sociedade moderna, onde a produtividade tem que ser alta. Por isso a gente não vislumbra agricultura sem agrotóxico."

Voz dissidenteO médico Angelo Trapé, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), discorda da opinião dos colegas. Segundo ele, as irregularidades encontradas pela Anvisa não mostram que haja perigo ao consumidor, pois a quantidade de agrotóxicos nos alimentos é muito pequena. "A população pode ingerir alimentos de maneira segura que não vai causar nenhum dano à sua saúde."

Os fabricantes de defensivos agrícolas, por meio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), defendem que os produtores rurais estão cada vez mais preocupados em aplicar corretamente os agrotóxicos.

"A Andef considera fundamental tranqüilizar a população quanto à segurança dos alimentos tratados com defensivos aplicados de acordo com as recomendações agronômicas e oficialmente registrados", afirmou a instituição em nota divulgada à imprensa.