segunda-feira, 30 de junho de 2008

Serpes: Iris amplia liderança e

Com 67,6% das intenções, peemedebista se reelegeria prefeito no 1º turno. Pepista tem 15,2%


O prefeito Iris Rezende (PMDB) ampliou em nove pontos porcentuais a liderança na corrida para o Paço Municipal e atingiu 67,6% das intenções de voto, mostra a última rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR, realizada entre os dias 25 e 27. Se a eleição de 5 de outubro fosse hoje, o peemedebista venceria no primeiro turno.
Segundo colocado na disputa, o deputado federal Sandes Júnior (PP) aparece 52,1 pontos porcentuais atrás, com 15,2% das intenções, oito pontos a mais do que no levantamento anterior, de 12 de maio. A margem de erro da pesquisa, que ouviu 401 eleitores, é de 4,89 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Segundo os números, 7% dos eleitores goianienses votariam em branco ou nulo e 7,7% estão indecisos.
A pesquisa é a primeira realizada após a desistência da deputada federal Raquel Teixeira (PSDB), do senador Demóstenes Torres (DEM) e do presidente da Goiás Turismo, Barbosa Neto (PSB), da disputa. O levantamento foi feito antes do anúncio do apoio do PTB – que aparecia com Talles Barreto na disputa – e do PT do B – com Tiãozinho Costa – à candidatura de Sandes.
Iris, cuja candidatura à reeleição foi formalizada ontem na convenção do PMDB, tem quase quatro vezes o número de intenção de votos dos demais candidatos.
O candidato do PSOL, Martiniano Cavalcante, aparece na terceira posição, com 1% das intenções, empatado tecnicamente, em função da margem de erro, com Tiãozinho, Gilvane Felipe (PPS) e Talles, que têm 0,5% cada. Talles deve ser confirmado hoje na vice da chapa de Sandes. Com isso, quatro candidatos estão na disputa até agora – Iris, Sandes, Martiniano e Gilvane. O prazo para a realização das convenções termina hoje. Os números mostram que Iris e Sandes dividiram as intenções de votos dadas aos outros três pré-candidatos da base aliada estadual.
Na comparação com a pesquisa Serpes/O POPULAR realizada entre 19 e 22 de fevereiro, Iris acumula 20,9 pontos porcentuais de crescimento nas intenções de voto. Ele tinha, então, 46,7%. Sandes aparecia com 11,2%, caiu para 7,2% em maio, com a entrada de Demóstenes na disputa, e, na comparação entre fevereiro e agora, registra crescimento de quatro pontos.
Iris está mais bem posicionado entre os eleitores do sexo masculino (70,8% das intenções), de 25 a 34 anos de idade (76,9%) e com ensino médio (70,9%). Sandes tem índices próximos entre eleitores do sexo masculino (15,7%) e feminino (14,8%), de 35 a 44 anos (20,9%) e com curso superior (20,4%).

'Lei seca' leva quase 300 motoristas à prisão nas estradas federais

Número é considerado alto pela Polícia Rodoviária Federal.Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideram 'ranking'.


Quase 300 motoristas foram presos nas estradas federais, por suspeita de embriaguez, nos primeiros dez dias da nova "lei seca ". A nova lei entrou em vigor em 20 de junho e proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos.

Quem for pego dirigindo depois de beber está sujeito à multa de R$ 955 e à suspensão da carteira de habilitação por 12 meses, além da prisão. Antes, era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja).

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Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 296 motoristas que estariam embriagados foram detidos e 369, multados. O número é considerado alto. "Apesar do endurecimento da legislação, o que se percebe é que grande parte dos motoristas ainda não se conscientizou que álcool e direção definitivamente não combinam", disse o diretor da PRF, inspetor Hélio Cardoso Derenne.

O estado que teve o maior número de prisões foi Minas Gerais (53), seguido do Rio Grande do Sul (42), Santa Catarina (32) e Paraná (26).

As restrições ao consumo de bebida alcoólica valem também para motoristas dentro das cidades.

Operação Grau Zero
No último fim de semana, a PRF organizou a Operação Grau Zero, para intensificar a fiscalização de motoristas suspeitos de embriaguez. Das 21h de sexta-feira (27) até as 6h de domingo (29), 189 condutores foram presos e 255, multados.

A Polícia Rodoviária informa que continuará fiscalizando a ingestão de bebida alcoólica. Para isso, conta com 500 aparelhos de medição de álcool, que são usados em 400 postos. A intenção da corporação é fornecer um equipamento desse tipo para cada um dos 2 mil carros em dois anos.

Inmetro reprova 6 marcas em testes de qualidade de colchões de solteiro

Modelos escolhidos para testes foram feitos com espuma para solteiros.Apenas um dos fabricantes disse que vai adaptar produto ao padrão de qualidade.

O Inmetro testou nove marcas de colchões dentre as mais vendidas em todo o Brasil: Sleep Ortopedic, da Castor; Soft, da Eurosono; Mercure, da Le Martan; Elegance, da Mannes; Pró-Saúde, da Ortobom; Guarda-Costas, da Probel; Sonho de Ouro, da Ronconi; D33, da Royal Saúde; e D33, da Sonoleve.
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Foram selecionadas amostras do tipo mais procurado pelos consumidores: os colchões de solteiro, feitos de espuma, com densidade 33.
"A espuma de densidade 33 é exatamente a mais usada, porque é aquela que mais se adapta ao biótipo do brasileiro. Ou seja, pessoas com mais de 1,50 metro e com peso variando na faixa de 70 até 120 quilos", explica o diretor do Inmetro Alfredo Lobo.

Teste pessoal
Ortopedistas recomendam que a compra do colchão deva ser precedida de uma soneca de teste na loja com o comprador vestido de maneira análoga a que costuma dormir.
"A pessoa que vai comprar um colchão tem que estar com uma roupa adequada, algo que simule o que usa em casa", orienta o ortopedista Cesar Rubens Fontenelle.
Os testes foram feitos nos laboratórios do Centro Tecnológico de Polímeros do Senai, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. As amostras dos colchões passaram por sete análises.
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A primeira verificou se os colchões seguiam as medidas mínimas exigidas pela lei (altura mínima de 12 centímetros; largura mínima de 78 centímetros e comprimento mínimo de 1,88 metro). Todos foram aprovados.
“O importante é que a coluna esteja paralela ao plano do colchão”, diz o ortopedista Cesar Rubens Fontenelle.
O segundo teste avaliou a resistência da espuma quando exposta a situações críticas, como a resistência a rupturas e rasgamentos. Um único modelo foi reprovado: Soft, da Eurosono.
Terceira análise: quanto o colchão perde de volume ao longo do tempo? Quatro não passaram, porque deformaram mais do que o esperado: Sleep Ortopedic, da Castor; Soft, da Eurosono; Guarda-Costas, da Probel; e D33, da Sonoleve.
No quarto ensaio, verificou-se o peso que o colchão suporta, simulando a compressão que o corpo exerce diariamente sobre a espuma. Duas amostras foram reprovadas: Soft, da Eurosono; e Pró-Saúde, da Ortobom. "No colchão muito mole, você afunda e isso acentua as curvaturas da coluna vertebral. E um colchão muito duro faz pressão nas proeminências de uma pessoa muito magra", ressalta o ortopedista Cesar Rubens Fontenelle.
O quinto teste foi o de resiliência ao impacto. A palavra é difícil, mas o significado é simples: a capacidade que o colchão tem de voltar ao normal quando pressionado por uma pessoa que senta ou deita bruscamente. Duas marcas foram reprovadas: Sleep Ortopedic, da Castor; e Soft, da Eurosono.
O sexto teste analisou se a densidade declarada pelos fabricantes correspondia à revelada no laboratório. Duas não passaram: Soft, da Eurosono; e D33, da Sonoleve.
O último teste foi a prova de fogo: a espuma foi queimada até que sobrassem só os componentes minerais. Se o teor de cinzas fica acima do limite, isso indica que a matéria-prima utilizada é de baixa qualidade. Duas amostras foram reprovadas: Soft, da Eurosono; e Elegance, da Mannes.

Conclusões
Resultado final: das nove amostras analisadas, seis não cumpriram as exigências mínimas para garantir a saúde e a segurança do consumidor. São elas: Sleep Ortopedic, da Castor; Soft, da Eurosono; Elegance, da Mannes; Pró Saúde, da Ortobom; Guarda-Costas, da Probel; e D33, da Sonoleve.
Dos seis fabricantes reprovados, apenas três se defenderam.

A indústria Castor, dos colchões Sleep, alega que a amostra testada era uma antiga peça de mostruário, que não poderia ser vendida e que foi fabricada em 2005, seguindo as normas daquela época. O Inmetro diz que a amostra ainda estava no prazo de validade e que foi reprovada em quesitos que não mudaram com a revisão feita em 2006, mas reconhece que a amostra é antiga e informa que o resultado do teste não é representativo quanto aos colchões produzidos atualmente.
A indústria Mannes, do modelo Elegance, disse que vai pedir aos fornecedores a adequação da composição química do produto à legislação.
E a indústria Probel, do colchão Guarda-Costas, solicitou nova análise, porque considerou o teste incompleto. O Inmetro negou alegando que não houve erro na metodologia das análises.
“Tomando por base a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), nós vamos estabelecer um regulamento e, paralelamente ao regulamento, nós vamos criar um programa de certificação compulsória. A certificação compulsória significa que nós podemos passar a fiscalizar o setor através dos institutos estaduais de pesos e medidas”, adianta o diretor do Inmetro Alfredo Lobo.

Mulheres ganham menos, mas gastam mais, aponta Fecomercio-SP

No entanto, tentação do crédito fácil não seduz apenas as mulheres.14% dos paulistanos de ambos os sexos admitem estar muito endividados
Estudo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) constatou que as mulheres ganham menos, mas proporcionalmente gastam mais do que os homens. A Fecomercio-SP ouviu 1.360 consumidores da Região Metropolitana de São Paulo.
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"A mulher se endivida mais do que o homem", afirma o diretor da Fecomercio-SP, Antônio Carlos Borges.
"Homens e mulheres são diferentes quanto ao seu comportamento. O homem é mais racional. As mulheres são mais impulsivas, buscam mais o prazer da coisa bonita, da coisa do conforto, em termos gerais sempre", acrescenta o diretor da Fecomercio-SP, Antônio Carlos Borges.
Ao todo, 51% das mulheres têm alguma dívida e um terço das endividadas está com as contas em atraso. O estudo da Fecomercio revela ainda que as paulistanas mais endividadas são as que ganham menos - 59% das mulheres que ganham até três salários-mínimos (ou seja, R$ 1.245) estão com prestações a pagar.
Mas a tentação do crédito fácil não seduz apenas as mulheres. 14% dos consumidores paulistanos de ambos os sexos admitem estar muito endividados e 32% - quase um terço deles - acham que não vão conseguir pagar o que devem.
O principal motivo para a inadimplência, segundo a pesquisa, é a falta de controle financeiro. Descontrole é um problema que o empresário José Souza conhece bem. Dono de uma gráfica, ele tem nada menos que oito aparelhos de TV em casa - um para cada cômodo. Tem TV até no banheiro.
"Ele também gosta de assistir ao futebol até quando ele está tomando banho", comenta a mulher dele, a empresária Marli de Souza.
"Não adianta você falar que vai poupar. Eu não consigo. Meus limites são todos estourados", admite o empresário. "A gente não tem nada guardado. Nada, nada, nada", diz a mulher dele.
O casal precisa começar a pensar no futuro. O conselho é do professor de economia e administração da Universidade de São Paulo (USP), Nelson Barrizzelli.
"Seria razoável alguma coisa, entre 20% e 30% do salário, ser todos os meses deixada de lado para o futuro. A primeira dívida a ser eliminada é a dívida do cartão de crédito. Esse tipo de crédito hoje custa de 10% a 12% ao mês", recomenda o professor.
É vantagem pedir empréstimo pessoal no banco para pagar a dívida no cartão. Os juros variam de 3% a 4% ao mês.
"Uma outra dívida a ser eliminada é a dívida do cheque especial, que custa entre 8% e 10% ao mês. A pessoa deveria, realmente, pensar em só guardar um dinheiro necessário para fazer suas compras à vista", acrescenta o professor Nelson Barrizzelli.
Também é vantagem batalhar por descontos. "Eu ouço muitas pessoas dizerem o seguinte: 'Olha, não vale a pena 3% ou 4% de desconto'. Elas esquecem que esta é a inflação de um ano", alerta o professor.
A receita é tão simples quanto difícil de colocar em prática. "Dá para mudar. Não sei se eu vou ter vontade mudar", comenta o empresário José Souza.
"Meu marido ainda está conseguindo manter os meus gastos. Até quando eu não sei", diz a assistente de vendas Isabel Silvério.
"Eu vou doutrinando a Núbia, e ela vai seguindo as regras", diz Mário Boito, marido de Núbia. "E eu vou fingindo que aprendo", brinca a jornalista.

Fritadas e omeletes

Ingredientes:


1 talo de alho-poró
2 colheres (sopa) de manteiga
3 ovos 50g de queijo roquefort amassado
1 colher (chá) de salsinha desidratada
1 xícara (chá) de batata frita sal a gosto

Modo de Preparo:
Lave o alho-poró, seque com a toalha de papel, separe a parte mais macia e corte em rodelas finas. Em uma frigideira antiaderente, derreta metade da manteiga, acrescente o alho-poró e refogue, mexendo de vez em quando, até murchar. Retire do fogo e reserve. Em uma tigela, bata os ovos com um batedor manual por 2 minutos. Misture o alho-poró, o roquefort amassado, a salsinha, o sal e as batatas. Na mesma frigideira, aqueça a manteiga restante, despeje o ovo batido, reduza o fogo e tampe a frigideira. Cozinhe, sem parar de mexer até dourar as bordas e parte do centro ficar levemente firme. Com uma escumadeira, vire a fritada com cuidado e deixe dourar. Retire do fogo. Se preferir, decore com batata frita e alhó-poró. Acompanhe com uma salada de folhas verdes e pepino em conserva.

domingo, 29 de junho de 2008

No adeus de Eurico Miranda, Vasco vence o Ipatinga em São Januário

Na partida que marcou o fim da era Eurico Miranda na Colina, o Vasco suou mas venceu o Ipatinga por 4 a 2 neste sábado, em São Januário. Depois de um início avassalador, com dois gols de Alex Teixeira, o time vascaíno teve muitas dificuldades para superar a equipe mineira. Com o resultado, o Vasco chegou a 11 pontos no Campeonato Brasileiro. O Tigre segue com cinco, na zona de rebaixamento. Além de Alex Teixeira, Jean e Leandro Amaral marcaram. Gian e Adeílson diminuíram. Na próxima rodada, domingo, o time cruzmaltino terá pela frente o Figueirense, em Florianópolis. Também no domingo, o Ipatinga enfrenta o São Paulo, no Morumbi. A equipe vascaína começou a partida fulminante, e os torcedores que se atrasaram não viram o time abrir o placar logo aos três minutos. Em um rápido contra-ataque pela direita, Wagner Diniz cruzou, Jean furou, e Alex Teixeira, livre, escorou para o fundo da rede: 1 a 0. O camisa 9 foi a novidade cruzmaltina para a partida, já que não havia treinado entre os titulares durante a semana. Apesar da desvantagem, o Ipatinga tinha maior posse de bola, mas não conseguia assustar o goleiro Tiago. O Vasco soube se aproveitar da fragilidade da defesa mineira e ampliou aos 11 minutos. Leandro Amaral cruzou da direita, Rodrigo Antônio dominou dentro da área e tocou para Alex Teixeira, que chutou firme e fez 2 a 0. A primeira jogada bem tramada pelo Tigre aconteceu aos 15 minutos. Gérson Magrão foi lançado na esquerda e emendou uma bomba. A bola pegou no travessão e saiu, para felicidade de Tiago. A resposta vascaína veio com Jean, que se movimentou bastante pelos lados do campo. Aos 19 minutos, o atacante tabelou com Madson e chutou de dentro da área, mas, desequilibrado, não conseguiu vencer o goleiro Fred. O time mineiro dava trabalho para os defensores do Vasco, que tinham muita dificuldade para impedir os avanços do adversário. Aos 28, a insistência do Ipatinga nas bolas aéreas surtiu efeito. Gérson Magrão cruzou da esquerda, Gian subiu mais do que todo mundo e escorou a bola para o fundo da rede: 2 a 1. Dois minutos depois, Gérson Magrão quase empatou em um chute forte depois de colocar a bola entre as pernas de Vilson. Aos 41, o Vasco jogou um balde de água fria no adversário e acalmou a torcida, que já vaiava o time. O camisa 19 fez jogada individual pela esquerda e foi derrubado fora da área. O árbitro marcou o pênalti. Na cobrança, o próprio Leandro Amaral fez 3 a 1 para o time cruzmaltino. Ipatinga aproveita cochilada da zaga e diminui O Ipatinga voltou do vestiário dando provas de que não ia se entregar fácil. No primeiro minuto, Gérson Magrão desceu pela esquerda e cruzou, Tiago defendeu e a bola ficou rolando na área até que a zaga conseguiu aliviar o perigo. Aos seis, Adeílson fez uma bela triangulação no setor ofensivo e chutou forte, cruzado, para colocar o time mineiro novamente no jogo: 3 a 2. Roberto, que havia entrado no lugar de Tiago, que estava indisposto, nada pôde fazer. Aos 11 minutos, Wagner Diniz teve a chance de tranqüilizar novamente os torcedores vascaínos. O lateral-direito penetrou na zaga pela direita e chutou para o gol, mas a bola saiu torta, à direita do gol de Fred. Aos 23, um lance polêmico. Depois de perder uma grande oportunidade de frente para o gol, Leandro Amaral foi derrubado pelo zagueiro. O árbitro considerou que o lance foi normal e mandou o jogo seguir. A equipe vascaína resolveu pressionar. Aos 30, Jean invadiu a área pela direita e chutou cruzado, a bola passou rente à trave e tirou o grito de lamento da torcida vascaína. Três minutos depois, Beto também assustou em um chute de dentro da área. Era o ensaio. Aos 36, Morais fez grande jogada pela esquerda e cruzou na direção de Jean, que ajeitou e fuzilou no ângulo esquerdo do goleiro: 4 a 2.
Com a vantagem no placar, o Vasco adotou uma postura mais cautelosa e segurou a vantagem até o apito final.

Conheça Steve Ballmer, o showman que tomará conta da Microsoft

Bill Gates deixa o dia-a-dia da empresa nesta sexta para se dedicar mais à filantropia. Quem assume é Ballmer, que passa longe do estilo discreto de Gates


Bill Gates, presidente da Microsoft, se aposenta oficialmente da empresa nesta sexta-feira (27) para se dedicar à fundação filantrópica Bill e Melinda Gates. Com isso, o diretor-executivo Steve Ballmer -- um verdadeiro showman -- passa a ser o principal líder da empresa na qual entrou em 1980. Ballmer, 52 anos, foi o primeiro gerente de negócios contratado por Gates. Nesses 28 anos de Microsoft, Ballmer liderou diversas divisões, como a de operações, desenvolvimento de sistema operacional e vendas e suporte. Em julho de 1998 foi promovido a presidente e, em 2000, ganhou o cargo de diretor-executivo. Ele se formou em matemática e economia na Universidade de Harvard, onde conheceu Bill Gates. Ao contrário de Gates, o "rosto" mais marcante da Microsoft, Ballmer não é um sujeito discreto, muito menos comedido. No próprio site da empresa ele é descrito como "entusiasmado, engraçado, apaixonado e dinâmico". Isso é o que se vê nas apresentações da Microsoft, quando o diretor-executivo grita (muito), pula (muito) e não hesita em declarar seu amor pela Microsoft: "eu amo essa empresa", foram as primeiras palavras ditas (em tom bem alto) durante um evento cheio de animação que pode ser visto aqui. Ele também se empolgou bastante aqui e aqui.

Nas apresentações da Microsoft, Steve Ballmer se empolga com freqüência. (Foto: Reprodução)
Ballmer não faz questão de ser político e esconder sua opinião, nem quando ela pode causar saia justa. Ao comentar sua primeira impressão sobre o iPhone, telefone multimídia da Apple que na época custava US$ 500, caiu na gargalhada: "é o telefone mais caro do mundo e não é atraente para clientes corporativos, porque não tem teclado." E como o constrangimento passa longe, ele topou até fazer uma propaganda do Windows em que perguntava o preço do produto para então usar os jargões "espere um minuto antes de responder" e "não responda". "Tudo isso por apenas quanto? US$ 500? US$ 1.000? Não, apenas US$ 99. É um preço inacreditável, mas é verdade", continuava o vídeo, que foi eternizado pelo YouTube, do rival Google. Mas nem tudo é alegria. Em maio deste ano, Steve recebeu uma "chuva de ovos" (veja aqui) quando iniciava seu discurso na Universidade Corvinus, em Budapeste. Ballmer teve de se abaixar atrás do palanque para se proteger de seu agressor que, aos gritos de "Microsoft, devolva o dinheiro dos contribuintes", protestava contra o recente acordo assinado entre a empresa e o governo húngaro.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Viajar de ônibus fica mais caro a partir de 1º de julho

Reajuste de 6,4% vale para passagens interestaduais e internacionais, informa a ANTT. Diário Oficial da União desta sexta-feira (27) deve oficializar o aumento

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou nesta quinta-feira (26) que autorizou um reajuste de 6,4% para as passagens de ônibus interestaduais e internacionais.

O reajuste será publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27) e passará a valer a partir da zero hora da próxima terça-feira (1º).
Em nota, a agência explicou que desde o ano passado o percentual de reajuste é calculado por meio da formula paramétrica, a exemplo de como é feito para as rodovias federais concedidas.

Vendas aumentam 13,95%

São Paulo - As vendas reais dos supermercados registraram alta de 13,95% em maio deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2007, segundo o Índice Nacional de Vendas, divulgado ontem pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Em relação ao mês de abril deste ano, o faturamento do setor avançou 7,79%. Já no acumulado dos cinco primeiros meses de 2008, o faturamento real dos supermercados subiu 8,87%, em relação a igual período de 2007.
“Não restam dúvidas de que o resultado foi fortemente impactado pelo processo mundial de alta nos preços dos alimentos”, afirma, em nota, o superintendente da Abras, Tiarajú Pires. (AE)

terça-feira, 24 de junho de 2008

A empresa de monitoramento de crédito Serasa informou nesta quinta-feira (12) que a inadimplência dos consumidores de todo o Brasil aumentou 5,9% nos

Brasileiro está devendo mais para bancos, financeiras e empresas de cartão de crédito.Dívidas com financeiras e cartões cresceram 24,7%; valor médio chega a R$ 425,59.
A empresa de monitoramento de crédito Serasa informou nesta quinta-feira (12) que a inadimplência dos consumidores de todo o Brasil aumentou 5,9% nos primeiros cinco meses de 2008, em comparação com igual período do ano passado. O brasileiro está devendo mais dinheiro para financeiras, bancos e cartão de crédito. O número de cheques sem fundos emitidos também cresceu. De acordo com a Serasa, entretanto, a alta do endividamento está bem abaixo da expansão da oferta de crédito no país. Segundo o indicador da Serasa, a alta também foi observada na variação entre os meses (maio de 2008 com maio de 2007). No período, a inadimplência das pessoas físicas cresceu 3%.

Bancos e cartões
As dívidas com os bancos lideram o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores. De janeiro a maio deste ano, as pendências com bancos tiveram participação de 43,2% no indicador, enquanto no mesmo período de 2007 este percentual foi de 37,5%.Em seguida estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que nos cinco primeiros meses de 2008 representaram 31,7% da inadimplência das pessoas físicas, acima dos 31,2% de participação registrados no mesmo período de 2007. Na terceira colocação estão os cheques devolvidos, com uma participação de 22,8% no acumulado de janeiro a maio de 2008. Nos cinco primeiros meses de 2007, essa modalidade de inadimplência teve representatividade de 28,6%.

Valor das dívidas
De acordo com o indicador, as dívidas com cartões de crédito e financeiras, de janeiro a maio deste ano, tiveram um valor médio de R$ 425,59, o que representou uma alta de 24,7% na comparação com o mesmo acumulado de 2007. As dívidas com os bancos apresentaram um valor médio de R$ 1.383,36 nos cinco primeiros meses de 2008, com elevação de 8,1% na relação com o período de janeiro a maio do ano anterior.

Emissão de cheques sem fundo cai 1,9%, diz Serasa

De janeiro a maio, 13,55 milhões de cheques foram devolvidos no país.Entre os estados, São Paulo teve a menor relação de cheques devolvidos para mil emitidos
O volume de cheques devolvidos por falta de fundos recuou 1,9% nos primeiros cinco meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Segundo pesquisa da Serasa, de janeiro até maio foram devolvidos 20,3 cheques a cada mil compensados, ante 20,7 no mesmo período do ano passado. De janeiro a maio de 2008, 586,93 milhões de cheques foram compensados em todo o país, enquanto 11,90 milhões foram devolvidos por falta de fundos. Nos cinco primeiros meses de 2007, houve 654,94 milhões de cheques compensados e 13,55 milhões de devolvidos. Na comparação entre meses de maio, também houve queda no volume de cheques devolvidos. No mês passado, 21,2 de cada mil cheques não tinham fundos. No mesmo mês de 2007, essa relação foi de 22,4 por mil. Para os técnicos da Serasa, o a redução na inadimplência nos cheques recuou devido às melhores condições do consumidor (emprego e renda) e à migração da inadimplência do cheque para outras formas de pagamento/financiamento.
Estados
Entre os estados, Roraima registrou a maior relação de cheques devolvidos por mil emitidos no acumulado de janeiro a maio: 82,6. Em seguida, aparecem Maranhão (67,5) e Acre (66,9). Na outra ponta, os estados com menor volume de cheques devolvidos foram São Paulo (15,9) e Paraná (17,4).

Oitenta milhões de brasileiros têm dívidas

Mais de 15 milhões de pessoas devem mais de R$ 5 mil, segundo dados do BC.Com juros e inflação em alta, economistas temem aumento da inadimplência.

Quase metade da população brasileira está endividada.

De acordo com o Banco Central, 80 milhões de pessoas têm alguma dívida. São R$ 400 milhões em dívidas só com os bancos. Em muitos casos, tem gente que deve mais de R$ 5 mil.
Veja o site do Bom Dia Brasil O brasileiro está parcelando tudo: da televisão à conta do supermercado. É a tentação do crédito fácil que anda estourando o orçamento. Outro perigo é a inflação. Com alimentos mais caros e serviços, as dívidas estão pesando ainda mais. Com juros e inflação em alta, economistas já temem um aumento da inadimplência. Para muitos, o crédito tão fácil pode virar uma armadilha. “Hoje você consegue comprar em qualquer estabelecimento com prazos de 36 meses. Até mesmo para artigos como eletrônicos e eletrodomésticos até em 48 meses”, aponta Antônio Augusto de Moraes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal

Brasil vende mais de 21 computadores por minuto, diz consultoria

Ancorado principalmente em compras para uso pessoal, o Brasil vendeu 2,82 milhões de PCs no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a cerca de 21,5 unidades por minuto, segundo dados da consultoria IDC adiantados à Folha Online.
O resultado representa uma alta de 18,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 2,378 milhões de computadores. A expectativa é que o Brasil feche 2008 com 13 milhões de máquinas vendidas, o que faria do país o quarto maior mercado de PCs do mundo, ultrapassando o Reino Unido.
Os resultados de 2007 colocaram o Brasil na quinta posição, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. De acordo com a IDC, até o final de 2010 o Brasil deverá ser o terceiro maior em vendas de computadores, atrás apenas de Estados Unidos e China.
O IDC considera o dado relativo aos primeiros três meses deste ano "bastante positivo". Isso porque a base do mesmo período de 2007 era bastante alta e considerada "superatípica" pela consultoria.
Naquele período, pela primeira vez desde que a pesquisa é feita, as vendas de um primeiro trimestre haviam sido maiores que as do fim do ano anterior, quando tradicionalmente o mercado está mais aquecido, em razão do 13º salário e de ofertas de varejo. Nos últimos três meses de 2006, foram vendidos 2,11 milhões de computadores.
Apu Gomes/Folha Imagem
Jovens usam PC em evento de tecnologia; máquinas para uso pessoal seguram alta do mercado em 2008
"O resultado [a alta de quase 19%] é muito bom, na comparação com um período com as mesmas características. O primeiro trimestre geralmente é mais fraco, com exceção do ano passado, e tem uma participação muito pequena no resultado do ano", afirma Reinaldo Sakis, analista sênior de mercado do IDC, empresa que é referência na análise do mercado de tecnologia, com atuação em cerca de 90 países.
Entretanto, houve uma queda em relação ao quarto trimestre de 2007, que havia registrado 3,154 milhões de unidades vendidas. Foi a primeira queda após oito trimestres seguidos de alta.
Relação em alta
Prova do bom momento do mercado é que a relação de computadores vendidos por minuto continua em alta no Brasil. Levando em conta todo o ano de 2006, quando foram vendidos 7.755 milhões de PCs, foram vendidos quase 15 computadores por minuto. Na análise de 2007, com 10.677 máquinas comercializadas, essa relação é de mais de 20 por minuto, contra 21,5 no primeiro trimestre deste ano.
Em 2008, as vendas continuam ancoradas, em volume, nos desktops. Foram vendidos 2,259 milhões dessas máquinas entre janeiro e março, uma alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a alta em termos percentuais é muito maior entre os laptops, que tiveram 563 mil unidades comercializadas --valor 148% maior ante 2007.
Famílias em compras
Analistas afirmam que é o segmento residencial o responsável por essas elevações, com as famílias das classes C e D comprando o primeiro computador, a preços menores que R$ 2.000, e a B adquirindo uma segunda máquina, principalmente laptops.
Isso se tornou possível pela desoneração fiscal dada ao mercado, à queda do dólar e o aumento do crédito e dos prazos de pagamento. "Como a população olha preço da parcela e não valor total, esse é um grande chamariz da venda", aponta o analista do IDC.
E o potencial de crescimento deve se manter alto, caso as condições da economia brasileira não se alterem. Isso porque o número de casas com PCs no Brasil ainda é baixo. Dados da última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2006, do IBGE, apontam que apenas 22,1% dos lares brasileiros tinham um computador.
"É uma alta muito mais baseada no uso pessoal do que no empresarial, com um aumento muito grande no segmento doméstico e pessoal, incluindo profissionais liberais", avalia Fernando Meirelles, professor titular de informática da Fundação Getúlio Vargas.
Pesquisa conduzida por Meirelles apontou que o Brasil chegou, em maio, à marca de 50 milhões de computadores em operação, incluindo casas e escritórios. Ele espera que o país termine o ano com algo em torno de 55 milhões a 60 milhões de máquinas funcionando.
O IDC projeta que esse mercado vai se manter em crescimento pelo menos até 2012, porém com taxas menores. A expectativa é que, naquele ano, o Brasil chegue à marca de 25 milhões de computadores vendidos. "Ainda teremos um crescimento muito forte, mas a tendência é uma diminuição no grau de crescimento", analisa Sakis.

Número de PCs em uso no planeta ultrapassa 1 bilhão

O número de PCs em uso no planeta ultrapassou 1 bilhão, com forte crescimento dos mercados emergentes, e esse número pode dobrar até 2014. O dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pela consultoria Gartner.
O centro de pesquisas espera que 180 milhões de computadores serão substituídos só neste ano. Atualmente, os mercados desenvolvidos contam com 58% dos computadores utilizados, mas no próximo bilhão farão parte de apenas 30%.
O Brasil vendeu 2,82 milhões de PCs no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a cerca de 21,5 unidades por minuto, segundo adiantou a Folha Online neste mês.
O resultado representa uma alta de 18,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 2,378 milhões de computadores. A expectativa é que o Brasil feche 2008 com 13 milhões de máquinas vendidas, o que faria do país o quarto maior mercado de PCs do mundo, ultrapassando o Reino Unido.
Os resultados de 2007 colocaram o Brasil na quinta posição, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Como Atende Bem?

Esta é uma pergunta muito fácil de responder.Para atender bem, devemos tratar o Cliente com respeito e empatia, agindo de maneira imparcial, argumentando de forma convincente, caso seja necessário, e, sobretudo, sendo um bom ouvinte.Pronto! É só isso. Acabou.Vamos! Pode ir ler outro artigo.Bem, se seus olhos continuam acompanhando este novo parágrafo é porque você quer saber mais. Então, vamos nos aprofundar neste tema que, por incrível que pareça, nos dias atuais, ainda gera muito descontentamento, tanto para Clientes como para Empresas que, por não atenderem bem, acabam perdendo-os.Vejamos. Nos primórdios da humanidade, o trabalho estava mais associado a sacrifício e, no decorrer da história, sua realização passa pela necessidade de segurança; já no momento atual, é visto também como uma fonte de satisfação pessoal e auto-realização.Logo, percebemos imediatamente que o nível de satisfação pessoal do colaborador que atua na linha de frente da Empresa é o fator chave quando o tema é Qualidade no Atendimento.A satisfação pessoal resulta, em algum nível, da realização de atividades de maior significância que abrangem uma gama maior de conhecimentos e habilidades e pré-disposição para realizar este trabalho que está intrinsecamente ligado ao desempenho dos seres humanos.E não estamos falando de qualquer ser humano, não, e sim de pessoas satisfeitas com a vida. Vida, explico: dezenas de autores já discorreram sobre a interação do indivíduo com o meio e a importância da sua participação, cuja contribuição é essencial para o desenvolvimento efetivo do trabalho.Um indivíduo que não consegue separar a vida pessoal da vida profissional transmite ao Cliente, seja ao telefone ou pessoalmente, toda sua insatisfação com o mundo.Considerando esta linha de raciocínio, percebemos nestas condições que não existem mocinhos e vilões; na realidade, o relacionamento, bem como os valores organizacionais, devem estar claros para todos que trabalham em uma empresa, seja ela uma multinacional ou uma barraca de camelô.O Cliente (aquele indivíduo também conhecido como consumidor que é a razão de qualquer empresa existir) merece ser bem atendido sempre.Portanto, atender bem não tem nada a ver com poderes sobrenaturais, basta tratar o Cliente como você gostaria de ser tratado.Atender bem é uma questão de atitude.

sábado, 21 de junho de 2008

Alcides muda tom e evita citar crise

Durante visita a quatro cidades,governador adota discurso positivo efala em novas obras e elogia gestão

Entusiasmado com investimentos do governo federal previstos para Goiás, o governador Alcides Rodrigues (PP) quer destacar uma agenda positiva no Estado e enterrar a fase de paralisia por conta das dificuldades financeiras.
Em visita a quatro cidades do Norte Goiano para o lançamento de obras da Ferrovia Norte-Sul (veja quadro), Alcides fez ontem promessas de investimentos, destacou ações do governo e não falou dos problemas financeiros – em postura diferente da que vinha adotando desde o início do mandato.
A estratégia tem a ver também com o início da campanha eleitoral nos municípios, quando aliados no interior cobram ações positivas e compromissos de investimentos.
Secretários que acompanharam o governador também destacaram o que consideram avanços. “Isso (dificuldades) está superado. É hora de aproveitar o bom momento no Brasil e em Goiás para falarmos do presente e do futuro”, diz o secretário de Planejamento, Oton Nascimento Jr.
Aos auxiliares, Alcides tem dito que é momento de mostrar conquistas e acelerar obras, depois de passado o período de medidas para equilibrar as contas. Ontem ele adiantou que lançará na próxima sexta-feira 27 obras de recuperação de rodovias federais durante visita do diretor-geral do Dnit, Luiz Pagot. Segundo Oton, as obras devem totalizar R$ 1 bilhão.
Alcides falou ainda que haverá novos investimentos na área de saneamento – são esperadas liberações do governo federal – e voltou a garantir que vai recuperar as rodovias estaduais. “Os programas sociais e os salários estão em dia. A única coisa que está faltando são as rodovias. Todas serão restauradas”, disse.
Em Porangatu, o governador voltou a prometer a construção de um hospital de urgências e disse que o edital de licitação sai até julho. Destacou o levantamento que aponta Goiás como o 6º Estado na geração de emprego. “É resultado de políticas públicas voltadas para desenvolvimento e oferta de empregos.”
Alcides esteve ainda em Campinorte, Estrela do Norte e Mutunópolis, onde foram lançadas obras da ferrovia avaliadas em R$ 455 milhões. O presidente da Valec, Juquinha das Neves, garante que elas serão entregues em maio de 2010.

Carros com motor flex já são 85% do mercado

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Goiás (Sindiposto), Luiz Pucci, o crescente número de carros flex em circulação é o principal responsável pelo aumento das vendas de álcool.


Luiz Pucci acredita que o motorista já aprendeu a calcular se o álcool é ou não economicamente vantajoso em relação à gasolina. Por isso, durante a safra de cana-de-açúcar, quando os preços caem mais no mercado, a venda de álcool cresce.
Segundo ele, a cada cem carros que abastecem num posto, 60% colocam gasolina e 40% álcool, diferença que tende a diminuir.

“Quem tem carro flex, normalmente só coloca álcool”, destaca. Também há um efeito psicológico no motorista, que gasta bem menos para encher o tanque com álcool que com gasolina.
De acordo com o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive-GO), entre 80% e 85% dos carros novos vendidos no Estado hoje têm motor bicombustível.

Etanol já vende mais que gasolina

Venda de etanol superou em 20% a de gasolina A (sem adição de Álcool anidro) em Goiás, segundo a ANP

O álcool combustível ganha cada vez mais a preferência do consumidor por causa da alta no petróleo e do crescente número de carros com motor bicombustível em circulação no País. Os motoristas nunca abasteceram tanto seus carros com álcool e os postos de combustível nunca venderam tanto o produto como nos dias atuais.
Em abril último, a venda de etanol nos postos goianos superou em 20% a de gasolina A (sem a mistura de 25% de álcool anidro). Enquanto os postos do Estado venderam 57,3 milhões de litros de gasolina A, foram vendidos 68,8 milhões de litros de etanol nas duas fórmulas: 49,7 milhões de litros de álcool hidratado e 19,1 milhões de litros de anidro misturados na gasolina.
A tendência a nível nacional foi a mesma. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o mercado brasileiro consumiu 1,052 bilhão de litros de álcool hidratado e 512 milhões de litros de anidro em abril, enquanto o consumo de gasolina A foi um pouco menor: 1,537 bilhão de litros. Executivos da ANP já atentaram para a possibilidade de o álcool ultrapassar a gasolina nas vendas.
A explicação está no fato de o consumo de ácool crescer num velocidade bem maior que o da gasolina. A venda de álcool hidratado nos postos goianos somou 187,6 milhões de litros nos quatro primeiros meses deste ano, contra 111,9 milhões de litros no mesmo período de 2007, um crescimento de 67,6%. No mesmo intervalo, a venda de gasolina saltou de 285,5 milhões para 290,6 milhões de litros, um incremento de apenas 1,8%.
PreçosNa hora de escolher entre a gasolina e o álcool, o que mais pesa para os motoristas é o preço nas bombas. Ultimamente, a técnica em enfermagem Maria Aparecida de Santana tem abastecido seu carro somente com álcool por causa da diferença favorável de custo em relação à gasolina.
No posto onde ela abasteceu ontem, o álcool era vendido por R$ 1,25, o que corresponde a 55,8% do preço da gasolina, que custava R$ 2,24.
Como o rendimento do álcool é menor, ele deve custar até 70% do valor da gasolina para ser economicamente mais vantajoso para o dono do veículo.
Isso significa que o preço atual está muito atrativo. Maria Aparecida conta que optou pelo veículo flex justamente para ter este poder de escolha na hora de abastecer, de acordo com o melhor preço do momento.
montador de móveis Sousa José de Oliveira Filho também só tem abastecido com álcool por causa do preço bem mais baixo que o da gasolina. “Ando muito durante o dia e dá para economizar no final”, diz Sousa.

Instituições financeiras cobram média de 31 tarifas de clientes

SÃO PAULO - Instituições financeiras em todo o Brasil cobram uma média de 31 tarifas dos clientes, segundo revelou pesquisa realizada pelo portal Vida Econômica. Análise feita pelo portal com 12 dessas instituições mostrou que as cobranças podem ser menores: apenas 19, como é o caso do Banco do Nordeste, mas chegam a exatas 31 tarifas, a exemplo do Banco HSBC. Os levantamentos foram realizados com o intuito de identificar quais mudanças ocorreram depois da aprovação e entrada em vigor da resolução 3518, que regulamentou a cobrança de tarifas por parte das instituições financeiras. Tarifas mais baixas A pesquisa ainda revelou quais são as tarifas mais baixas cobradas em cada banco, o que variou bastante de valor e de serviço. A menor cobrança identificada foi em cheque de transferência bancária, no valor de R$ 0,35 (Banco Nossa Caixa), de acordo com a tabela abaixo:
Banco, Tarifa, Valor
Nossa Caixa
Cheque de transferência bancária R$ 0,35
Unibanco
Cheque de transferência bancária R$ 0,40
Banco do Nordeste
Fornecimento de folhas de cheque R$ 0,50
Caixa Econômica Federal
Transferência entre contas da própria instituição (P) R$ 1
Santander
Transferência entre contas da própria instituição - Recursos (E/I) R$ 1
Citibank
Saque de conta de depósito - à vista e de poupança R$ 1
Banco do Brasil
Transferência entre contas da própria instituição - Recursos (E/I) R$ 1,00
Itaú
Fornecimento de folhas de cheque R$ 1,30
Bradesco
Transferência entre contas da própria instituição (P) R$ 1,30
ABN Amro Real
Transferência entre contas da própria instituição - Recursos (E/I) R$ 1,40
Safra
Transferência entre contas da própria instituição - Recursos (E/I) R$ 1,40
HSBC
Cheque de transferência bancária R$ 1,60


Fonte: Portal Vida Econômica.

Cobranças mais altas.
A cobrança mais alta identificada foi na confecção de cadastro para início de relacionamento, que chega a R$ 120 no Unibanco. A tabela abaixo mostra o banco, a cobrança mais alta na instituição e seu valor:
Banco, Tarifa, Valor
Unibanco
Confecção de cadastro para início de relacionamento R$ 120
Safra
Confecção de cadastro para início de relacionamento R$ 80
ABN Amro Real
Confecção de cadastro para início de relacionamento R$ 60
HSBC
Confecção de cadastro para início de relacionamento R$ 54
Citibank
Exclusão do cadastro de emitentes sem fundo (CCF) R$ 52
Santander
Confecção de cadastro para início de relacionamento R$ 50
Itaú
Confecção de cadastro para início de relacionamento R$ 50
Nossa Caixa
Concessão de adiantamento a depositante R$ 35
Caixa Econômica Federal
Exclusão do cadastro de emitentes sem fundo (CCF) R$ 30
Bradesco
Exclusão do cadastro de emitentes sem fundo (CCF) R$ 27
Banco do Brasil
Exclusão do cadastro de emitentes sem fundo (CCF) R$ 26,18
Banco do Nordeste
Cheque Administrativo R$ 25


Fonte: Portal Vida Econômica

Venda Casada

O que fazer diante da prática de venda casada?
Cito um exemplo: na hora de pedir um empréstimo no banco, o cliente se vê obrigado a comprar um seguro de vida.
Esta prática é proibida e deve ser denunciada ao Banco Central e ao Procon. O banco que a praticar estará sujeito a multas.
Adriana
Meu gerente do banco disse que só poderia me conceder um empréstimo se eu fizesse um seguro de vida, pois assim iria "aumentar" meu limite. E agora?
Isso é uma venda casada, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Não aceite e denuncie.

Cheque Sustado

Sustei um cheque. Fico desobrigado de pagá-lo?
Não. O cheque sustado não inviabiliza a cobrança judicial ou protesto. Em caso de furto, além de sustar os cheques, o correntista deve registrar o boletim de ocorrência policial e dirigir-se ao Serviço de Distribuição de Títulos para Protestos para as providências necessárias em relação a um eventual protesto de cheques roubados. Se você sustou um cheque porque não recebeu um serviço, por exemplo, saiba que, dessa forma, ficará sujeito a protesto. A atitude correta é entrar com uma ação contra a empresa ou pessoa que não honrou seu compromisso e solicitar ao juiz que cancele o pagamento do serviço que não ocorreu. Se o juiz concordar em cancelar, aí sim você fica desobrigado de pagar.
Andréa
Recebi cheques como pagamento de uma dívida, mas a pessoa acabou sustando todos eles. Caso eu queira protestar os cheques, tenho que depositá-los de novo e esperar a segunda devolução?
O ideal é entrar em contato com a pessoa, pois ela pode ter se esquecido de desbloquear o talão. Se, no entanto, a pessoa sustou os cheques porque não quis fazer o pagamento, a saída será protestar os cheques.
Conceição
Tive meu talão de cheques roubado na portaria do condomínio e não fiz o desbloqueio. Entreguei o boletim de ocorrência no banco. No entanto, fui protestada por alguns cartórios. O que fazer?
O conselho da assistente de direção do Procon-SP Dinah Barreto é para que você verifique qual o código que apareceu quando o cheque foi devolvido. Quando a devolução é feita por roubo, o cheque não pode ser protestado. Sob qualquer outro código, torna-se possível o protesto dos cheques.

É verdade que cheque prescreve?

É verdade. Se o cheque não for apresentado para pagamento em seis meses depois da data da emissão (mais 30 dias, se da mesma praça, ou 60 dias, se de praças diferentes), será recusado ou devolvido pelo banco. O correntista deverá, portanto, manter fundos disponíveis para aquele cheque nestes períodos. Após o que, embora não esteja desobrigado de honrar os compromissos que originaram o título, não arcará com juros legais e as demais penalidades em que incorrerem os emitentes de cheques sem fundos.

Lista negra / Serasa

Edmeia
Tenho conta em dois bancos. Em um, fiz um empréstimo que paguei com atraso e meu nome foi para a lista negra. Depois de quitada a conta, o outro banco quer tirar meu cheque especial e talões porque diz que não foi retirado o aviso de inadimplente do meu nome. O que posso fazer?
Quitado o débito, o nome da pessoa tem de ser retirado do cadastro em até 5 dias. Se isso não ocorrer, o cliente poderá processar a instituição por danos morais e materiais.
Aparecida
Dois cheques sem fundo passados em 1999 ainda podem constar no cadastro do banco e do Serasa?
Depois de 5 anos, o nome deverá ser retirado da lista (pela mesma dívida). Se a data de entrada na lista já completou 5 anos, o nome terá de sair.
Alexandre
Devo R$ 840 ao banco há cinco anos. Não paguei. Agora que a dívida vai caducar, o banco quer que eu acerte pelo menos R$ 100 com eles para encerrarem o assunto. Só que me avisaram que eu nunca mais poderei abrir conta naquele banco. Isso está certo? Outra dúvida: também ficarei impedido de abrir conta em outros bancos?
O banco não é obrigado a manter um cliente inadimplente. Com relação a outros bancos, não há impedimento, mas os bancos têm liberdade de decidir se aceitam ou não um cliente.
Gislene
Tenho uma dívida com um banco desde 1998. Eles venderam minha dívida para uma empresa. Eles podem fazer isso? E meu nome, por quanto tempo ainda pode ficar no Serasa?
Sim, o banco pode vender sua dívida. Quanto ao tempo máximo em que o nome pode ficar no Serasa (ou SPC, ou qualquer cadastro de inadimplentes): 5 anos para a mesma dívida, segundo o Código Civil. No seu caso, o seu nome já teria que ter sido retirado.
Ricardo
Meu nome foi incluído no Serasa sem que eu tenha sido avisado. Isso aconteceu depois que eu sustei um cheque porque a pessoa para quem passei o mesmo não honrou seu compromisso comigo. Isso já faz três anos. Eles não têm que tirar meu nome?
Vamos responder sua pergunta por partes: 1º ) O Serasa deve comunicar por escrito que está incluindo o nome na lista. 2º ) Não está correto sustar um cheque porque o senhor não recebeu o serviço. Dessa forma, o senhor fica sujeito a protesto, como de fato ocorreu. A atitude correta é entrar com uma ação contra a empresa ou pessoa que não honrou seu compromisso e solicitar ao juiz que cancele o pagamento do serviço que não ocorreu. Se o juiz concordar em cancelar, aí sim o senhor fica desobrigado de pagar. 3º ) O nome só sai da lista de inadimplentes depois de cinco anos, o que não significa que a dívida não tenha que ser paga. Se o credor já está cobrando a dívida na Justiça, ele nunca mais perderá o direito de cobrá-la.

Cheque sem fundo

Se o cheque não tiver fundo da primeira vez, meu nome já vai para o SPC?
O nome só vai para o Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF) do Banco Central na segunda apresentação do cheque.
Marta Maria
Tenho conta conjunta com meu marido. No caso de cheque sem fundo, os dois nomes ficam sujos?
No caso de conta conjunta, é o nome do titular que vai para a lista negra neste caso.
Jacob
O banco pode encerrar minha conta porque meu nome foi para o cadastro de cheques sem fundo?
O banco pode escolher se encerra ou não a conta do cliente neste caso. O banco também pode recusar a abertura de conta corrente e, enquanto o correntista estiver com o nome sujo, o banco está proibido de fornecer talão de cheques. O correntista apenas poderá se utilizar do cartão magnético e do cheque avulso.
Valéria
Passei um cheque sem fundo. Vou ter de pagar alguma coisa além do valor do cheque?
A pessoa que está com seu cheque poderá exigir, na Justiça, além do valor do cheque que não foi pago, os juros legais, correção monetária e demais despesas que teve com a cobrança.
Marlene
Dei um cheque sem fundo de R$ 20 e meu nome foi parar na lista negra. O problema é que não encontro quem protestou o cheque para que eu possa pagar o que devo e limpar o nome. O que faço?
Deverá se dirigir ao cartório central de títulos e protestos para descobrir quem a protestou. Caso não consiga encontrar o nome da pessoa, deverá pedir, judicialmente, que o nome seja retirado do cadastro de inadimplentes.
Marcio
O que pode acontecer comigo se eu passar um cheque sem fundos?
Se o cheque for apresentado ao banco por duas vezes e não contiver fundos para que possa ser pago, seu nome irá para o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos no Banco Central. O banco ficará proibido de lhe fornecer talões de cheques. Além disso, o banco poderá decidir por encerrar sua conta, e outros bancos poderão se negar a abrir uma conta em seu nome. A restrição também poderá dificultar o acesso ao crédito de qualquer natureza.
Alcides
Em 2001 passei alguns cheques sem fundo mas resgatei todos. Só que fui roubado e não tenho como receber a carta de quitação dos mesmos. Preciso limpar meu nome, o que eu faço?
Se não há protestos, poderá tentar limpar o nome pela via judicial.
José Ribamar
Tive cinco cheques devolvidos duas vezes. Tenho de pagar uma única taxa para tirar meu nome do cadastro ou tenho que pagar uma taxa para cada cheque devolvido?
Uma para cada cheque devolvido.
Severino
Passei um cheque sem fundo, resgatei-o, mas agora o banco se nega a me dar um novo talão de cheques. Pode?
Sim.
Renata
Passei um cheque sem fundo e fui até à loja resgatar pessoalmente. Peguei o cheque de volta e o levei ao banco onde entreguei na mão do gerente. Ocorre que o gerente foi transferido e o cheque sumiu. E agora? Como posso limpar meu nome?
Se houve a quitação, deverá ter recebido um termo de quitação da loja ou recibo. Se não tiver este documento, fica difícil comprovar que pagou o que devia. Procure a loja e peça uma carta de anuência para retirar seu nome do cartório de protestos. Assim que apresentar o documento ao cartório, poderá tirar uma certidão sem protestos.

É verdade que as lojas podem depositar o cheque pré-datado antes do prazo?

O cheque é uma ordem de pagamento à vista, ou seja, deve ser pago pelo banco mediante apresentação, independentemente da data do preenchimento. Por isso, poderá ser devolvido por insuficiência de fundos caso a conta esteja descoberta. Para evitar que o cheque pré-datado seja depositado e prejudique o consumidor, o Procon recomenda algumas precauções: O consumidor deve fazer o cheque nominal à loja ou prestador de serviços. Deve observar, no verso do cheque, para que o cheque se destina e a data de depósito. O consumidor também deve exigir recibo ou nota fiscal onde conste a modalidade de pagamento, inclusive com o número dos cheques e as datas para depósito. Segundo o Procon, a Justiça tem reconhecido a validade desta forma de pagamento e determinado indenizações a consumidores que não tiveram os cheques pré-datados respeitados.
Solange
Passei um cheque pré-datado que tive o cuidado de colocar nominal. Mesmo assim, ele foi depositado por outra pessoa antes do prazo. Isso pode?
Os cheques, mesmo nominais, podem ser transferidos a outras pessoas por endosso (quando são assinados no verso). Para que o cheque seja recebido exclusivamente pelo favorecido, o emitente tem que torná-lo nominal não à ordem, escrevendo, após o nome do beneficiário, a expressão "não à ordem", ou "não transferível" ou "proibido o endosso". Isso impede que outra pessoa deposite o cheque nominal.
Sergio Batista
Qual data de emissão devo escrever no cheque pré-datado? A data de compra ou a data combinada para pagamento?
O cheque é uma ordem de pagamento à vista, e assim que é apresentado o banco tem obrigação de pagar. No entanto, o Poder Judiciário tem entendido que o artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor, que fala do cumprimento à oferta, prevalece quando consumidor e loja acertam que a forma de pagamento é por meio de cheque pré-datado. Para se precaver, o consumidor deve escrever no verso do cheque a que se destina, número de parcelas e data para depósito. Também é aconselhável colocar a data combinada entre as partes por escrito no cheque. Nota fiscal contendo número dos cheques e datas para depósito completam as precauções.

Capacidade de honrar dívidas preocupa 45% dos brasileiros

SÃO PAULO - A capacidade de honrar as obrigações financeiras essenciais é a preocupação de 45% dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Índice de Segurança Brasil, realizada pela Unisys Corporation.Os números referentes a março de 2008 revelam que a preocupação das pessoas em cumprir seus compromissos financeiros está menor neste ano do que em agosto de 2007, quando 61% estavam preocupados em pagar suas dívidas.Conseqüentemente, o número de pessoas que disseram não estar nada preocupadas com sua capacidade de pagar as dívidas subiu, passando de 14% no ano passado para 26% este ano. Além disso, 29% disseram estar razoavelmente preocupados. Em 2007, esse número era de 26%.

Idade
Ainda de acordo com os dados, a preocupação com o financiamento imobiliário, empréstimos, faturas do cartão de crédito e contas é maior entre os que tem entre 25 e 34 anos (49%). Os menos preocupados são os brasileiros com idade entre 55 e 65 anos (31%).Entre os que têm de 18 a 24 anos, 44% se mostraram preocupados com o pagamento de suas dívidas, mesmo percentual dos que têm entre 45 e 54 anos.Já entre os que têm de 35 a 44 anos, 48% se disseram preocupados com a situação.Esses números representam mudanças significativas, quando comparados aos de 2007. No ano passado, 56% dos que tinham entre 18 e 24 anos estavam preocupados (contra 44% neste ano).Já na faixa etária seguinte (25 a 34 anos) o número também era maior: 52% contra 49%. O mesmo aconteceu com as demais faixas etárias: entre 35 e 44 anos, passou de 63% em 2007 para 48% em 2008; entre os brasileiros de 45 a 54, o número caiu de 64% para 44%, enquanto entre os mais velhos (de 55 a 65 anos), o percentual caiu de 55% para 31%.

Endividamento entre paulistanos cai mas inadimplência aumenta entre maio e junho

SÃO PAULO - O número de paulistanos endividados se manteve praticamente inalterado entre maio e junho, com recuo de 50% para 49% dos consumidores consultados pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O levantamento mensal feito pela entidade com 1.360 consumidores da capital paulista mostra que no confronto com junho do ano passado, quando essa participação era de 62%, a queda foi de 13 pontos percentuais. A pesquisa mostra também que o comprometimento da renda no pagamento de dívidas neste mês avançou apenas um ponto percentual, ficando em 32%.Apesar da pequena retração no endividamento, o nível de inadimplência avançou dois pontos percentuais em relação a maio, para 33%. O índice, entretanto, é bem menor do que o registrado um ano antes, quando a inadimplência era de 41%.A pesquisa mostra que aumentou a proporção de endividados entre os consumidores que ganham até três salários mínimos. Essa categoria contava com 55% de endividados em maio e agora lidera a pesquisa com 57% de paulistanos nessa faixa de renda. Também é essa a categoria com mais inadimplentes (49%).Entre os que têm renda mensal entre 3 a 10 salários mínimos os endividados diminuíram de 58% para 53%. Nessa faixa de renda, 29% estão inadimplentes. Na categoria de consumidores que ganham mais de 10 salários os inadimplentes são 19% do universo pesquisado, para um nível de endividamento de 39%.Entre os inadimplentes, 67% pretendem pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, percentual menor do que os 71% apurados no mês anterior. Essa intenção é maior ente consumidores que ganham mais de 10 salários mínimos (80%). Para os que ganham entre 3 e 10 salários mínimos a intenção de quitar débitos atrasados é de 77%, acima dos 54% detectados entre os inadimplentes que ganham menos de 3 salários mínimos.Na avaliação de 40% dos inadimplentes, a principal razão para o atraso no pagamento dos compromissos é o descontrole financeiro. O desemprego é citado por 26% dos consultados.O prazo médio do comprometimento da renda dos paulistanos com pagamento de dívidas é de 3 meses a 1 ano em 41% dos casos. Comprometimento médio de até três meses atinge 26% dos endividados e prazos superiores a 1 ano são reportados em 32% dos casos.Ao avaliar o atraso nos casos de inadimplência, 34% dos consumidores têm atraso de 30 a 60 dias, 25% dos inadimplentes estão atrasados com seus compromissos há mais de 90 dias. Outros 23% estão com compromissos atrasados há 30 dias e 18% têm contas atrasadas por um período entre 60 e 90 dias.Da base consultada, 53% dos paulistanos têm dívidas com cartão de crédito e 20% mencionam dívidas com carnês. Gastos com alimentação, eletrodomésticos e vestuário são os mais citados. As mulheres encontram-se mais endividadas que os homens (51% e 48% respectivamente) e também mais inadimplentes (33% e 32% respectivamente).Entre consumidores com até 35 anos, 52% estão endividados e 34% estão com contas em atraso. Entre os paulistanos com idade acima de 35 anos, os endividados são 45% e os inadimplentes são 31%.

Empresas fazem blitz contra a obesidade

40% das companhias americanas já têm programas para controlar o peso de seus funcionários.

No Brasil ainda pouco se fala no assunto, mas o tema obesidade já está na agenda das empresas americanas. Uma pesquisa realizada pela Conference Board, organismo dedicado a estudar a vida executiva, revela que 40% das companhias dos Estados Unidos implementaram programas para reduzir a obesidade de seus funcionários e que outras 24% planejam tomar a medida até o final deste ano.
Não se trata apenas de zelo. Apesar de a sabedoria popular afirmar que os gordinhos são mais animados e espirituosos, estudos recentes revelam que pessoas acima do peso são consideradas mais lentas e menos eficientes no ambiente de trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cincinnati diz que as empresas perdem US$ 1,8 mil por ano com a falta de produtividade de cada um desses profissionais. "A redução de apenas 10% do peso já resulta em ganhos de produtividade para a empresa", afirma Donna Gates, uma das autoras do estudo.
Outro levantamento, desta vez do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças, órgão do governo americano, revela que os obesos faltam mais ao trabalho. Os números mostram que, na média, eles deixam de trabalhar oito dias por ano, ante três dias dos que têm peso considerado normal.
As companhias americanas têm um prejuízo anual de US$ 45 bilhões apenas com as faltas ao trabalho e as despesas médicas, segundo estimativa da Conference Board. "As empresas precisam prestar atenção ao problema, para o bem dos seus resultados financeiros, assim como o da sociedade e dos próprios funcionários", afirma Linda Barrington, autora do estudo.
Os programas corporativos de redução de peso dão um retorno de US$ 5 para cada US$ 1 investido, segundo cálculos da Conference Board. Alguns especialistas acreditam, porém, que a melhor política seria dar recompensas financeiras aos funcionários que tivessem redução de peso.
A preocupação das empresas americanas acompanha os índices crescentes do aumento de peso da população. Nos últimos 30 anos, o número de obesos dobrou nos Estados Unidos. Hoje, 34% dos americanos estão acima do peso. No Brasil, a situação é melhor. Levantamento divulgado em março pelo Ministério da Saúde revela que 11% dos brasileiros são obesos , apesar de 43% estarem com sobrepeso.
No livro recém-lançado The Fattening of America ("A engorda da América"), o economista Eric Finkelstein culpa a economia e o avanço tecnológico pela escalada do problema no país. O preço dos alimentos, especialmente o dos mais calóricos, caiu nas últimas décadas. Além disso, as novas tecnologias estimulam o sedentarismo da população. Para Finkelstein, é preciso tornar a redução de peso mais fácil e barata, justamente o contrário do que acontece hoje. Nossa época conspira a favor da obesidade. Por isso, o economista americano afirma não estar certo sobre o sucesso da estratégia desenhada pelas empresas americanas para tentar resolver o problema.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

9 passos para ter uma equipe de vendas de sucesso

Sua equipe de vendas está abaixo da média?A equipe de Kevin Davis estava no fundo do poço, ou melhor, tinha atingido o fundo do poço e estava começando a cavar. Ao assumir pela primeira vez o cargo de gerente de vendas, há 20 anos, a sua equipe estava em último lugar entre 64 filiais. O único vendedor com alguns resultados decentes era um veterano com 18 anos de experiência, os outros nove membros do grupo se chamavam de “vendedores” a menos de um ano. O moral e motivação de todos se media pelas reclamações diárias: “O nosso território é ruim”, “Nossos preços são muito altos”, “O concorrente fez isso ou aquilo”. Após 18 meses, Kevin e a equipe comemoravam o quinto lugar em vendas entre as filiais e a quebra de todos os recordes de aumento percentual de vendas e lucratividade da empresa. Veja a seguir a estratégia que ele usou:
1º Passo – Não faça nada.
Se você se deparar com um cenário à beira do caos ou uma equipe marcada pela inatividade, a primeira coisa a fazer é gastar o tempo que for necessário para unir informações, entender as pessoas e a maneira como as vendas são feitas.
2º Passo – Analise seu problema.
O meu maior problema era que os vendedores não acreditavam em si mesmos. Eles não conheciam o gostinho do sucesso nem havia em quem pudessem se espelhar e copiar. Você pode achar que esse seria meu papel como gerente. Sim, é o meu papel. Mas não é o suficiente. Meus vendedores precisavam olhar para alguém e dizer “Se aquele vendedor consegue, eu também consigo” e não “É fácil para você falar/fazer, você é gerente”.
3º Passo – Encontre seu modelo de sucesso.
É como no futebol. Há sempre um atleta que se revela líder do time. Em sua equipe de vendas, você provavelmente tem algumas pessoas que podem se tornar grandes vendedores se tiverem o apoio e incentivo certo. Identifique-as e fale com elas. Ajude-as a perceberem o quão importante é o exemplo de sucesso delas, o quanto o resto do grupo precisa do seu apoio e experiência. Infelizmente, eu não tinha esse campeão em potencial. Contratei um vendedor novo, Bill Zeeb. Uma das primeiras coisas que disse a ele foi: “Se você não ligar para o que o resto da equipe irá dizer e fazer exatamente o que eu falar, você será um sucesso”. No seu quarto mês na empresa, Bill superou sua cota em 200%. Imediatamente, as reclamações pararam, sendo substituídas por “Qual é o segredo do Bill”. A performance dele forçou todos os outros a se olharem no espelho e descobrir o que estava errado com a forma com que vendiam.
4º Passo – Não tolere performances medíocres de vendas.
Com muita freqüência, pessoas com baixa performance em vendas permanecem na empresa por anos e anos. Um gerente pode não querer o trabalho e o desgaste de demitir alguém que todos gostam e ainda ter de contratar uma nova pessoa. Trata-se de um grande erro, pois um gerente de vendas de sucesso não permite que “âncoras” segurem ou atrasem a equipe. Sua função é assumir o problema de frente, fornecendo treinamento e sessões de coaching para os vendedores abaixo da média, melhorando assim a performance deles. E depois de dar as ferramentas para que ele tenha uma performance digna, o gerente deve ter uma escolha: ou se compromete a usar, de verdade, tudo o que aprendeu para fazer as mudanças devidas em seu comportamento e em sua forma de vender ou deixa a empresa imediatamente. Não será um problema para o gerente se o vendedor desistir de melhorar e ir embora, será se o vendedor desistir de melhorar e ficar.
5º Passo – Crie formas de medir as performances.
Isso não inclui apenas a meta de vendas. Você deve estabelecer metas de comportamento, atividade e resultados. Comportamento, por exemplo, é chegar no escritório sempre antes das 8 horas, uma meta de atividade seria fazer no mínimo 15 telefonemas de prospecção todos os dias e um exemplo básico de meta de resultado é a cota de vendas mensal. Recomendo que você estabeleça uma meta mínima e uma máxima de resultados. A minha mínima para aquela equipe funcionava assim: a pessoa que ficava abaixo da média mínima por um período de três meses era colocada em observação, com direito a treinamento e acompanhamento de perto das vendas. Se suas vendas não melhorassem nos próximos três meses era demitida. Tenha certeza de que as recompensas para a meta máxima sejam condizentes com esse rigor, do contrário os vendedores podem considerar que seu sistema não é “justo”.
6º Passo – Demita aqueles abaixo da média.
A primeira pessoa que for demitida por baixa performance passará uma mensagem clara para o resto da equipe – as metas estão ali para serem respeitadas. Se você amolecer ou dar mais uma chance para alguém depois dos seis meses descritos, não conseguirá mais estimular seu grupo a melhorar.
7º Passo – Treine, treine, treine, treine, e depois disso, treine mais um pouco.
Faça coachings e simulações de venda, acompanhe os vendedores de perto e os leve a palestras e seminários. Não fique atrás de sua mesa, levante-se e vá trabalhar com eles, dê apoio e esteja ao lado deles. Essa é a única maneira de sua equipe de vendas e seu negócio se desenvolverem.
8º Passo – Institua uma qualidade de vida melhor.
Em outras palavras, divirta-se! Por exemplo: houve um mês que instituí que os vendedores que atingissem determinada meta ganhariam uma tarde livre em um clube de golfe das redondezas. Outra vez, dividi a equipe em duplas para fazerem um esforço extremo de prospecção, sem se preocupar com o território de cada um. O vendedor que recebia dos outros mais de cinco confirmações de novos clientes em seu território, tinha de agradecer montando um teatrinho humorístico. Fiquei impressionado com a criatividade que meus vendedores mostraram ao montar suas apresentações! Todos se apresentaram (inclusive eu), riram e se divertiram. Resultado: as vendas do mês dobraram e nosso turnover foi reduzido em 45%.
9º Passo – Saiba o que cada um quer.
Saiba o que cada vendedor quer. Cada um tem o seu próprio motivador pessoal. Seu trabalho é descobrir cada um deles e ajudar seu vendedor a alcançá-lo. Passe um tempo com cada profissional e aprenda um pouco sobre cada um. Quais são seus objetivos na empresa e além dela? Qual é a história de vida deles? Como você pode ajudá-los a ter, fazer e ser mais? Por exemplo: um dos meus vendedores queria comprar uma casa, e outro sonhava em poder jogar nos dez campos de golfe mais famosos do mundo. São objetivos muito diferentes, mas que podem ser atingidos rapidamente se cada vendedor superar sua meta.

Aprenda com o Consumidor

É exatamente o que os clientes esperam - retorno e serviços imediatos, bem como respostas precisas que atendam as suas necessidades.Hoje, as leis do mercado exigem respostas rápidas e objetivas para tudo o que se relaciona com qualidade de serviços. Prestar um bom atendimento é obrigatório. Agora que o consumidor se tornou conhecedor dos seus direitos e se acostumou a receber um atendimento de alta qualidade, é um risco fugir a regra.O cliente, ou melhor, o consumidor brasileiro, tem motivos de sobra para comemorar o 11 de Setembro. Ou seja, um outro 11 de Setembro, o de 1990 quando foi sancionada a LEI N.º 8.078, dos Direitos do Consumidor. Lei essa que o torna conhecedor de seus direitos e, sobretudo mais exigente.Por isso, não bajule, atenda bem para atendê-lo sempre. O atendimento é o retrato de uma empresa. Sendo assim, vale a pena investir no seu pessoal.É exatamente o que os clientes esperam - retorno e serviços imediatos, bem como respostas precisas que atendam as suas necessidades. Nada além de profissionais que na outra ponta da linha estejam preparados para resolver os seus problemas.No entanto, o grande desafio para as empresas hoje é encontrar pessoal qualificado para atender as expectativas do cliente. Por isso, quando há um bom profissional disponível no mercado, a disputa para tê-lo é acirrada.Uma empresa que atenda bem aos seus clientes, que seja transparente e possua know-how em recursos humanos e tecnologia, essa tem muito mais chances de conquistar e manter os seus clientes. Os clientes ainda não estão satisfeitos, é preciso mais.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Motivação & Sucesso

O que você mais quer em relação ao seu emprego.

Se uma empresa quiser reter seus melhores talentos, deve fazer com que seus colaboradores sintam-se constantemente treinados e crescendo profissionalmente. O trabalho deve ser desafiante e dar sentimento de missão e propósito e a liderança da empresa deve ser forte, inspiradora e confiável, de tal forma que consiga desafiar os colaboradores a sentirem-se bem no emprego e possam oferecer o melhor do seu talento à empresa. Essas três coisas somam 88,3% do que as pessoas realmente querem em relação a seus empregos. Note que salário vem em quarto lugar com 6,5%.
Essas são as verdadeira motivações que fazem a diferença. O salário assume o primeiro lugar quando os colaboradores sentem uma liderança fraca e pouca inspiradora, o trabalho não é desafiante e não dá o melhor sentimento de missão e propósito, e eles não se sentem crescendo profissionalmente. Essa enquête com mais de 1.800 participantes no sait: http://www.anthropos.com.br/, apenas confirma dezenas de outras pesquisas e enquetes sobre o mesmo tema.
A verdade é que o colaborador precisa de reais motivos para que possa valorizar o seu emprego e essa motivação vai muito além do dinheiro. Ela passa pelo respeito às idéias, pela coerência entre o discurso e a prática, pelo cumprimento fiel das promessas e das legislações trabalhistas, por um sistema de treinamento e desenvolvimento que respeite as características individuais e aumente a empregabilidade, pela participações nas decisões, por um constante feedback das ações, por um sistema justo que valoriza quem realmente faz e não os bajuladores, por benefícios extensivos a família e pela ética que dará orgulho em pertencer à empresa. Tudo é necessário se quisermos atrair e reter pessoas que façam a diferença e tenham prazer em colaborar com o sucesso de nossa empresa.
Pense nisso. Sucesso!...

Inflação é a principal ameaça para o Brasil, diz Meirelles ao "FT"

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou, em uma entrevista publicada na versão online do jornal "Financial Times" ("FT"), que a "inflação é a principal ameaça para o Brasil e o resto do mundo".
Meirelles disse que atualmente o perigo de recessão é menor do que o de inflação, e fez um apelo aos bancos centrais de outros países para tentar controlar o aumento dos preços.
"O risco é que os preços dos alimentos e da matéria-prima continuem a aumentar. Se todos os bancos centrais decidirem que o problema é apenas de outros países, ninguém fará nada a respeito e a inflação irá atingir o mundo todo rapidamente", afirmou Meirelles ao "FT".
Henrique Meirelles disse que apesar de o Federal Reserve (Fed, o BC americano) ter cortado as taxas de juro nos últimos meses para tentar afastar o risco de recessão, ele está confiante de que os bancos centrais irão voltar suas atenções para a "ameaça maior da inflação", que segundo ele, "é realmente o principal desafio neste momento".
Controle
O texto comenta a decisão do Banco Central em aumentar a taxa básica de juros, Selic, em abril e maio deste ano, depois de dois anos de relaxamento monetário.
Atualmente, a taxa anual está fixada em 12,25%, mas alguns economistas estimam que possa chegar aos 14,25% até o final de 2008, diz o texto.
Segundo o artigo, na época, o BC justificou o aumento em 0,5 ponto percentual --a elevação comum é de 0,25 ponto percentual-- como uma medida para evitar que o período de aperto na economia fosse mais prolongado.
Na entrevista ao "FT", Meirelles não fez uma previsão de quanto tempo esse período irá durar.
A matéria destaca ainda o aumento no Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) que atingiu 5,8% nos últimos 12 meses, além do aumento no Índice de Preço ao Atacado (IPA), que pode atingir 10% no final de 2008.
"Temos que tomar cuidado com o equilíbrio entre oferta e demanda para assegurar que os preços do atacado não ultrapassem os preços do varejo", disse Meirelles ao jornal.
Segundo ele, já há indícios de que a inflação no varejo se espalhou nas últimas semanas.
Meirelles disse ainda que o governo está ciente da necessidade de controlar os gastos públicos para combater a inflação

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vendas de móveis e eletrodomésticos têm maior alta desde 2004

Se por um lado os alimentos contribuíram para a desaceleração das vendas do comércio varejista em abril, o setor de móveis e eletrodomésticos teve desempenho determinante para que o volume global comercializado aumentasse 8,7%, na comparação com abril de 2007.
O comércio de bens duráveis cresceu 27,8%, maior resultado desde julho de 2004. Naquela época, as vendas de móveis e eletrodomésticos aumentara 32,2% frente a igual período no ano anterior.
Para o responsável pela Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Reinaldo Silva Pereira, o desempenho do setor está ligado à maior oferta de crédito no mercado e à redução de preços. A queda do custo desses produtos está atrelada à valorização do câmbio, que facilita a importação de componentes eletrônicos.
"O crédito continua forte, e o preço, ao mesmo tempo, está despencando. O câmbio exerce grande influência nisso", afirmou. Pereira prevê que a tendência é que o real continue valorizado frente ao dólar, devido à maior oferta de dólares dentro do país.
O economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio) Carlos Thadeu de Freitas considera que o setor apresenta tendência de crescimento este ano, pela perspectiva de manutenção de alta oferta de crédito. Ele explicou que a competição entre instituições financeiras ainda manterá a oferta de crédito em 2008, mas deve haver arrefecimento no ano que vem.
"Estimo que as vendas do comércio cresçam entre 8% e 9% este ano, mantendo ritmo alto, se comparado aos 9,6% verificados no ano passado. Se por um lado, os alimentos vão influenciar, desacelerando, outros segmentos, como o de móveis e eletrodomésticos, vão se manter aquecidos', observou.
As vendas do setor de combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 8,3% em relação a abril de 2007. Trata-se do maior incremento nessa comparação desde abril de 2004, quando as vendas do segmento haviam crescido 9,2% frente ao mês correspondente no ano anterior.
Outra expansão significativa foi verificada no setor de tecidos, vestuário e calçados, com alta de 19,5% frente a abril de 2007. É a maior elevação nessa comparação desde maio de 2004, quando as vendas do setor haviam aumentado 23% em relação a igual mês no ano anterior.
O resultado do comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção, revela alta de 1,8% frente a março, e de 20,5% na comparação com abril do ano passado. O destaque ficou por conta das vendas do segmento de material de construção, que com elevação de 19,3% frente a abril do ano passado, teve a maior alta nesse indicador na série histórica, iniciada em janeiro de 2004.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Cana-de-açúcar invade sudoeste de Goiás e modifica perfil das cidades

Goiás hoje é o quarto produtor nacional de etanol. Se o ritmo de instalação de novas usinas se mantiver, deverá subir para o segundo lugar nos próximos três anos, de acordo com estimativas do Sifaeg. Esta modificação de panorama já se reflete nas cidades do sudoeste do estado, onde as usinas se instalam, e traz conseqüências como o aumento da população, geração de emprego e movimentação da economia local.
A região, que foi literalmente invadida por plantações de cana-de-açúcar, originalmente abrigava culturas como a soja, o sorgo e o milho, além da pecuária. A paisagem começou a se modificar há cerca de três anos, quando o preço dos grãos caiu muito e os produtores rurais viram na cana uma nova possibilidade de produção.

Mesmo com o fim da crise e com a alta do preço das commodities, a cultura da cana-de-açúcar mostra que veio para ficar e divide espaço com outras lavouras. Cidades como Acreúna, Caçu, Jataí, Montividiu, Paraúna, Quirinópolis e Serranópolis, todas no Sudoeste goiano, e Itumbiara, mais ao Sul, são algumas das localidades onde a cana se instalou.
» Produtor de Goiás tem que ficar na fila para comprar colheitadeira
» Prefeitura de Rio Verde, em Goiás, restringe expansão de cana no município
Pólo industrial da cana
A cidade de Itumbiara, com 88.109 habitantes e PIB de R$ 1,37 bilhão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um dos exemplos da expansão. Como grande parte das cidades da região, o município sempre teve tradição no agronegócio, com destaque para a indústria voltada para o setor. Hoje, a cidade tem cinco usinas dentro de sua área – algumas delas já estão em funcionamento e outras em fase de implantação. Há ainda uma unidade em negociação e oito nas proximidades do município, segundo dados da prefeitura.

Com forte presença industrial do etanol, a idéia da administração local é transformar o município em um pólo da cana-de-açúcar, com a instalação de unidades de apoio ao produto e centros de profissionalização. Alguns exemplos dados pela prefeitura de empresas que já se instalam na cidade são o laboratório de bioinseticidas paulista Biocana, e a Raesa Brasil, companhia de irrigação por aspersão. Itumbiara também quer sediar uma base de captação de álcool, dentro da rota de escoamento da produção para o alcoolduto, que ligará o terminal da Petrobrás em Senador Canedo (GO) à Refinaria de Paulínia (SP), com a justificativa de ter “excelente logística”, segundo a prefeitura, e criar um pólo de qualificação de mão-de-obra. O engenheiro elétrico Stanley Pratti é um dos que quer participar da cadeia. Ele conta que está estudando uma maneira de produzir e vender energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar. “Meu negócio não é o álcool. É a energia. Já estou conversando com as usinas”, diz.

Em Itumbiara, que é um município de porte médio, o dinheiro que entra com essa expansão do setor sucroalcooleiro não é nítido aos olhos do visitante. Em cidades menores como Quirinópolis, no entanto, é fácil identificar os reflexos deste crescimento: o trânsito está mais intenso, as ruas onde há comércio são movimentadas, os restaurantes estão cheios e não há vagas nos hotéis. A cidade, que tem 38.064 habitantes, segundo o IBGE, abriga duas usinas de grande porte, totalmente mecanizadas: a Boa Vista, do grupo São Martinho, e a São Francisco, do Grupo USJ. O reflexo na cidade é confirmado por números. Em 2003, segundo dados da Prefeitura de Quirinópolis, foram gerados 125 empregos. O número saltou para 744, em 2005, e para 2.291, em 2007. Além das vagas nas usinas, o comércio e os serviços também cresceram no município. O frentista Lourivalto de Freitas Ribeiro diz que vai mudar de vida. Está terminando o curso de técnico em segurança do trabalho e deve começar a trabalhar em uma das duas usinas no próximo mês.

O vendedor Weder Batista dos Santos também viveu mudanças no último ano: foi contratado por uma loja de material agrícola em novembro, onde vende herbicidas para cana. “Aqui, só não trabalha quem não quer”, diz Santos.

Problemas do progresso
Apesar de se mostrarem bastante satisfeitos pelo crescimento econômico, moradores de Quirinópolis já demonstram irritação com problemas comuns em cidades grandes. As filas dos bancos, o aumento do custo de vida e o trânsito “caótico” são os três problemas mais citados. “Há acidentes o tempo todo. Tem muito menino novo andando de moto, está uma bagunça”, afirma Santos, que reclama da falta de fiscalização. Na avenida principal da cidade, não há faixas de pedestres ou semáforos, apesar do fluxo de veículos.

Em outros municípios, como Jataí, a cana-de-açúcar ainda nem chegou, mas já começa a ter discretos efeitos na economia local, como o aumento das vendas no comércio e uma maior movimentação de pessoas na cidade. Segundo o secretário de Indústria e Comércio, Eurípedes Rodrigues, Jataí está “atrasada” em relação a outras cidades da mesma região. “Já faz seis anos que estudamos a entrada da cana, mas o processo para buscar empresas só começou em 2006”, afirma.

Centro da cidade de Jataí (GO)

Os moradores parecem animados, mas receosos. “Por enquanto estamos crescendo bem, mas é bom que o dinheiro da cana fique aqui mesmo dentro do município e não seja escoado para outros locais”, diz a gerente de uma loja de material de construção Glaucinéia Ferreira Nogueira. “Nós queremos desenvolvimento, mas não queremos destruição. Vamos ver o que a cana tem para trazer para a gente”, afirma Patrícia Peres, proprietária de um posto de gasolina em Jataí.

Para o secretário Eurípedes Rodrigues, a cidade tem estrutura para sustentar o crescimento. “O impacto social será positivo, pois a cidade já tem uma certa estrutura. Se fosse menor, poderia ser complicado”, diz.

Especialização em etanol
O professor da Universidade Federal de Goiás Américo José dos Santos Reis diz que vê “com bons olhos” a expansão da cana-de-açúcar no estado de Goiás, como uma opção a mais para o setor agrícola, mas cita preocupações.

A primeira delas diz respeito à plantação da cana-de-açúcar. “A estrutura de produção da cana-de-açúcar é concentrada nos usineiros. É preciso pensar em estratégias para que a produção da cana-de-açúcar fosse feita por fornecedores locais, para garantir que mais pessoas participem do processo.”

REPOSIÇÃO HORMONAL SEM RISCOS

O assunto não é dos mais simples. Sempre se ouviu dizer que, na menopausa, a mulher precisa de estrogênio, quando, na verdade, o hormônio que mais se reduz nessa fase é a progesterona. Até bem pouco tempo também se pensou que o tipo de hormônio disponível no mercado para reposição hormonal fosse igual aos hormônios endógenos (produzidos pelo organismo humano), mas já se sabe que eles são, apenas, parecidos.
Antes de mais nada, vamos entender que a produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade e que isso, nas mulheres, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Estou falando do climatério, período que antecede a menopausa, e da menopausa, propriamente dita. Se o organismo funcionava às mil maravilhas até os níveis de hormônios começarem a cair, parece natural que se possa ajudá-lo a continuar mantendo a sua vitalidade, sem sintomas desagradáveis, mediante um suprimento extra de hormônios. Isso é reposição hormonal.
Agora, porque tanta polêmica se, em tese, reposição hormonal é o melhor que se pode fazer para a manutenção da qualidade de vida da mulher? A polêmica é porque, em vez de os laboratórios produzirem hormônios iguais aos produzidos pelo organismo humano, fizeram um produto "parecido". E "parecido" não é igual. Experimente abrir a porta da sua casa com uma chave muito parecida com a verdadeira: você pode até conseguir, mas vai acabar estragando tanto a chave quanto a fechadura, e, o que é pior, depois você não vai mais conseguir abrir a porta nem com a chave certa. É esse o problema. O hormônio "parecido" ocupa o lugar do endógeno, prejudica o organismo e acaba, até mesmo, impedindo que o próprio hormônio endógeno desempenhe suas funções. Depois que esses hormônios "parecidos" começaram a ser usados, as mulheres começaram a infartar mais e a ter mais câncer de mama. Coincidência? Não! Grandes e sérios estudos têm sido realizados sistematicamente para verificar os riscos oferecidos pela reposição hormonal, feita com esses hormônios "parecidos", comprovando que ela tem aumentado os riscos de câncer de mama e de doenças cardiovasculares, entre outras. Mas esse problema está em vias de ser solucionado, porque, paralelamente ao pânico instalado com divulgação dos resultados desses estudos, iniciou-se a produção de hormônios com estrutura molecular idêntica à daqueles produzidos pelo organismo humano. Estou falando de "hormônios bioidênticos". Se você está pensando que, porque são produzidos em laboratório, os "hormônios bioidênticos" também podem ser prejudiciais, engana-se! O fato de uma substância ser produzida em laboratório não significa que ela é ruim assim como o fato de ser natural não significa que é boa. Veneno de cobra é natural e mata. No caso dos hormônios, o que caracteriza a bioidentidade é a estrutura molecular idêntica à do hormônio produzido pelo organismo humano. Isso é o bastante. Se você for abrir a porta da sua casa com a chave original, que veio junto com a fechadura, ou com uma idêntica, feita pelo chaveiro da esquina, o efeito será o mesmo: a porta se abrirá, sem danos. Para o nosso organismo, também não interessa onde o hormônio foi produzido, desde que ele seja idêntico ao original. Esse é o ponto que a mulher precisa entender para poder argumentar com o seu médico e evitar expor-se a riscos desnecessários.

Vendedor ou VendeDOR

Em pleno século da tecnologia e informação onde o mercado profissional cada vez mais necessita de todos os conhecimentos possíveis para se manter no topo, ainda vemos muita gente vendendo produtos sem sequer conhecê-los. Parece absurdo e sua função deveria até ter outro nome: vendeDOR. Isso mesmo, é ruim de doer e dói muito ver a apresentação de uma pessoa despreparada, que não conhece os produtos, não sabe onde procurar respostas e não passa segurança aos clientes, tornando-se um temor para os fornecedores (fabricantes). Preferimos chamar esse trabalhador como um vendeDOR, tudo o que faz dói e o pior é que está tão anestesiado e acomodado que nem sente mais.
Conversando sobre o assunto com um empresário, amigo meu, que estava esperando um representante comercial de uma grande empresa do setor de confecções e me propôs que eu acompanhasse, assumindo o papel de comprador para avaliar as peças masculinas junto com uma profissional que avaliaria as peças femininas.
Na hora marcada chega o representante todo suado, ofegante, descabelado, desajeitado e com uma abordagem interessante ao lojista: “Daí cara, queres ver alguma coisa?” (Ui, esta doeu, né?). O empresário olhou pra mim, sorriu e respondeu: “Não cara, hoje não tenho tempo para você”. O representante insistiu: “Como? Marcamos uma horinha para que eu apresentasse meus produtos”. “Bom até pode ser. Sua pergunta foi seu quero ver alguma coisa? Quero ver seus produtos, sua coleção, sua marca. Se esta for a proposta, podemos conversar.” O nosso representante então pegou suas malas e disse: “Tens um balcão pra gente mostrar, porque se não tens uma sala vai ter que ser no balcão mesmo.”
Doeu de novo? Nosso lojista experiente perguntou se ele poderia mostrar o catálogo antes de abrir a mala e ele respondeu: “Sim, mas é tão ruim que até não mostro.” (toing!!!!) E veja sua resposta sobre o preço médio: “Olha, sabes que depende. Tenho algumas referências horríveis que se eu te mostrar o preço médio aumenta. Prefiro mostrar as mais baratas primeiro e qualquer coisa a gente pode negociar”.
Como estávamos avaliando sua performance, mesmo depois desta abordagem dolorida pedimos para ver os produtos. A coleção estava muito legal, modelagem perfeita, valores agregados excelentes. E mesmo as perguntas básicas sobre composição dos tecidos, tipos de lavação e metais utilizados o nosso vendeDOR não sabia responder. Entretanto, nos passou que vende muito bem, pois a marca em que estava trabalhando não precisava de vendedor, bastava um tirador de pedido, por isso não era necessário se aprofundar muito nos detalhes do produto.
Infelizmente, situações como estas são muito freqüentes. O despreparo destes representantes é tão grande que os lojistas desistiram de pedir que eles treinem os vendedores das lojas para venderem melhor seu produto. É claro que algumas marcas se vendem mesmo, mas poderiam vender mais caso preparassem melhor seus representantes. Além disso, deixariam de passar a imagem de amadorismo que fica bem claro no comentário do lojista: “do que vale as empresas investirem em tecnologia, tendências e coleções se colocam tudo isso na mão de amadores!” As empresas se dizem profissionais, no entanto, não existe empresa profissional com trabalhadores amadores.
Você que está desenvolvendo a função de vender produtos da sua empresa e está lendo este artigo, responda com honestidade para consigo mesmo: és vendedor ou vendeDOR?